Manu Silva: «É frustrante quando a bola não entra»
Manu Silva, titular no Cazaquistão, analisou o empate a um golo frente ao Astana, em jogo da quarta jornada da Liga Conferência, assumindo um «sabor amargo» pelo resultado, apesar da «resposta positiva» da equipa em campo. Este foi o primeiro empate da equipa orientada por Rui Borges na Europa esta temporada.
«É um sabor amargo, claramente, não só pelas oportunidades de golo, mas também pelo caudal ofensivo que tivemos. É óbvio que não conseguimos eliminar todas as ocasiões do adversário, mas permitimos muito pouco. O golo deles surge já no final, e foi um grande golo do Chucho. Ainda assim, fica o sentimento de que foi pouco, porque somos ambiciosos e queremos sempre ganhar», afirmou Manu Silva, após o encontro em Almaty.
A exibição do Vitória de Guimarães foi marcada por um grande volume ofensivo, com 34 remates, mas a ineficácia na finalização acabou por penalizar a equipa. Questionado sobre se a ansiedade poderia ter influenciado a segunda parte, Manu Silva rejeitou essa hipótese, destacando a persistência na criação de oportunidades: «Acho que a ansiedade seria maior se não conseguíssemos continuar a produzir como produzimos. É frustrante quando a bola não entra, mas conseguimos manter o nosso foco e impedir que o adversário criasse perigo significativo.»
Sobre as condições adversas enfrentadas no Cazaquistão, como o frio intenso e o fuso horário, o jogador de 23 anos relativizou o impacto desses fatores no desempenho da equipa: «Depois de tantas oportunidades de golo, falar do frio parece-me um pouco desculpa. É claro que se sente um pouco, mas não foi algo que nos impedisse de estar a um grande nível. Todos trabalharam para minimizar esse impacto, e acho que conseguimos.»
Apesar do empate, Manu Silva reforçou a ambição da equipa em conquistar os três pontos em cada jogo. «Descansados nunca estamos. Temos sempre ambição, e o objetivo é ganhar. Este foi o primeiro jogo em que não conseguimos vencer, mas já estamos focados no próximo, com a mesma mentalidade.»
O médio/defesa reconheceu que ele próprio esteve perto de marcar, mas destacou a necessidade de continuar a trabalhar para melhorar a eficácia coletiva: «Às vezes é fácil falar de falta de sorte, mas sabemos que há sempre coisas a melhorar. Tive algumas oportunidades e fui infeliz, mas temos todos de trabalhar nisso para sermos mais fortes.»
Com um curto intervalo entre jogos, o Vitória de Guimarães terá de superar as dificuldades de recuperação física e emocional, agravadas pela longa viagem de regresso, para enfrentar o próximo desafio na Liga. Manu Silva garantiu que a equipa está preparada: «A viagem foi longa e o jetlag afeta, mas não podemos usar isso como desculpa. Temos de arregaçar as mangas, olhar para estas situações como aprendizagens e valorizar o clube e o futebol português. Vamos descansar bem e preparar-nos para estar prontos no próximo jogo (segunda-feira, 18h45, na receção ao Gil Vicente), com o objetivo claro de ganhar os três pontos.»
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