FC Porto-Chaves: muito cuidado com o último
Estádio do Dragão. Foto: IMAGO/Photo News

ANTEVISÃO FC Porto-Chaves: muito cuidado com o último

NACIONAL29.12.202308:30

Azuis e brancos amplamente favoritos frente a flavienses em crise e que nunca venceram no Dragão; mas ninguém esquece a proeza do Estoril na Invicta, na 10.ª jornada, quando era lanterna-vermelha

O FC Porto entra na 15.ª jornada no 3.º lugar da Liga e recebe esta sexta-feira o Chaves, jogo marcado para as 20.45 horas. É o último desafio oficial do ano para as duas equipas, num Estádio do Dragão que deverá registar casa praticamente esgotada. 

FC PORTO

O último triunfo, suado, sobre o Leixões, por 2-1, na despedida da Taça da Liga, não fechou de todo a ferida dos portistas provocada pelo desaire no clássico frente ao Sporting, na Liga, por 2-0. O FC Porto parte como claro favorito no encontro contra os flavienses, últimos classificados, mas terá de mostrar em campo a superioridade que tem evidenciado nos desafios em casa contra os transmontanos: em 19 jogos, o FC Porto soma 18 vitórias e um empate. Acima de tudo, tem de vencer e convencer. 

Sem Pepe, o farol da defesa, Sérgio Conceição parte para o jogo com dois centrais disponíveis, Fábio Cardoso e Zé Pedro, dado que David Carmo foi despromovido para a equipa B, numa decisão motivada por uma opinião partilhada em grupo justamente sobre os aspetos defensivos que estiveram na origem da derrota com o Sporting. Uma coisa é certa, o FC Porto tem de encarar o jogo com seriedade. Ninguém no clube se esquece que o Estoril, na altura último classificado, venceu no Dragão por 0-1, na 10.ª jornada.

O regresso à normalidade, pelo menos estratégica, irá traduzir-se na chamada ao onze dos chamados pesos pesados que não alinharam de início na partida da Taça da Liga. Na baliza, Diogo Costa reassume a sua liderança, Zaidu ou Wendell disputam o lado esquerdo da defesa e no meio-campo Alan Varela e Eustáquio recuperam a parceria mais rotinada, com Pepê e Galeno nas alas, Taremi e Evanilson  no ataque. O bom momento de Francisco Conceição pode ser igualmente capitalizado, mas poderá forçar a mudança de sistema, de 4x4x2 para 4x3x3, ou seja, com apenas uma referência área com dois alas puros. Talvez seja essa a nuance que Conceição sugeriu na conferência de antevisão.

Sistema: 4x4x2

Onze provável: Diogo Costa; João Mário, Zé Pedro, Fábio Cardoso e Wendell; Pepe, Alan Varela, Eustáquio e Galeno; Evanilson e Taremi

Castigado: Pepe

Lesionado: Marcano

A figura: Evanilson

Não marcou nos últimos três jogos oficiais, mas nos dois encontros anteriores ao Sporting fez o gosto ao pé na Liga nas vitórias sobre o Casa Pia (3-1) e Famalicão (0-3). Soma quatro tiros certeiros no campeonato, 11 golos no total das competições e repousa nos seus ombros (e nos de Taremi) a responsabilidade de elevar os níveis de eficácia dos dragões, que na Liga estão abaixo do normal.

O que disse Sérgio Conceição: «Com 1-0 já ficaria feliz, a vitória é o mais importante. Obviamente que queremos associar algumas coisas que não temos feito e queremos fazer, mas isso não é por ser o Chaves, é algo que faz parte do nosso trabalho diário. Melhorar, evoluir os jogadores e, com isso, a equipa ganha e fica mais forte em todos os momentos do jogo. É isso que queremos. Fico sempre desconfiado com as equipas em dificuldade.»

CHAVES

O momento atual dos transmontanos é extremamente delicado e a contratação de Moreno Teixeira não inverteu o ciclo descendente da equipa. Nos últimos seis jogos da Liga perdeu cinco e ganhou um, em casa, ao Vizela, e para agravar o quadro nunca ganhou fora ao FC Porto, portanto, a margem para acabar bem o ano é curta. 

Aliás, esta temporada, nos nove jogos realizados fora de casa, o Chaves só ganhou um, ao Arouca, por 2-0, na 7.ª jornada. Um triunfo num terreno difícil que fazia antever ventos de mudança na equipa, até porque logo a seguir os transmontanos bateram o Gil Vicente por 4-2, em casa, e eliminaram o Canelas da Taça de Portugal, ainda que no desempate por grandes penalidades. Mas esse efeito positivo desvaneceu-se quase por completo e com 38 golos sofridos o Chaves tem mesmo a pior defesa desta edição da Liga

Sistema: 5x3x2

O onze provável: Rodrigo Moura; João Correia, Bruno Rodrigues, Steven Vitória, Cafú Phete e Bruno Langa; João Pedro, Kelechi Nwakali e Benny Sousa; Héctor Hernández e Jô Batista

Lesionados: Habib Sylla e Ygor Nogueira

Em dúvida: Pedro Pinho e Abass

A figura: Héctor Hernández

Num conjunto ainda à procura do rumo certo, o espanhol tem sido um oásis no deserto. Oito golos na Liga validam essa ideia. Inclusivamente, bateu o seu registo pessoal de finalizações: na época passada, em 24 jogos, fez sete tentos. O Chaves tem 16 golos no campeonato e metade deles saíram dos pés do ponta de lança. Inacreditável! Em termos globais, na Liga só é superado pelo bracarense Simon Banza (13 golos) e o leão Gyokeres (10).

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Samuel Essende adiantou os minhotos no marcador, mas Héctor Hernández e Jô Batista consumaram a reviravolta no marcador; flavienses regressam aos triunfos quase dois meses depois, vizelenses regressam às derrotas três jogos depois

O que disse Moreno Teixeira: «Espero um Chaves competitivo, organizado, com coragem a ter bola. Nós preparámos o jogo a querer fazer isso, percebendo que do outro lado está uma equipa muito forte. É difícil jogar no Dragão. Percebemos que é uma equipa que vem de uma derrota e que isso tem implicação no jogo a seguir, eu sei que é assim que funciona naquela casa.»