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Abel diz que está a uma cláusula de renovar com o Palmeiras e revela a condição
Abel Ferreira confirmou que está perto de renovar com o Palmeiras, mas impôs a si próprio uma condição antes de o fazer: ganhar títulos. Após a vitória sobre o Atlético Mineiro, por 3-2, na 15.ª jornada do Brasileirão, neste domingo, disse que tem o contrato na mão há meses, mas está a uma cláusula de assinar uma renovação de dois anos.
«Estou aqui porque ganhei. E só falta uma cláusula para assinar. Se não ganhar títulos posso ir embora. É a única que falta, porque a Leila não quer. Eu tenho um contrato para assinar de dois anos desde janeiro, só que já disse várias vezes que quero estar aqui para ganhar títulos e ter essa vontade nos meus jogadores. Para assinar é muito fácil. Se não ganhar títulos, posso ir embora. Desde janeiro que tenho o contrato ao meu lado para assinar. Dois anos de contrato, até 2027», afirmou.
O treinador português analisou então o que falta: «O segredo é fácil. Trabalhar. Portanto, é esforço. Não é reinventar-me, é olhar para os jogadores que tenho e trabalhar. É não estar satisfeito nunca. É ter de estar sempre a provar a mim mesmo que não sou bom o suficiente. E quando não penso assim vocês ajudam... ‘Tem de ir embora, não presta, acabou o ciclo, está ultrapassado, faz sempre a mesma coisa’. Eu só estou aqui e continuo porque ganhamos títulos, porque formamos equipas, valorizamos jogadores formação.»
O contrato de Abel Ferreira termina no fim de 2025 e a presidente Leila Pereira já disse várias vezes que renovar com o técnico. Desde 2020 que Abel nunca terminou uma época sem títulos, daí ter colocado essa cláusula agora. «É um gosto e um orgulho muito grande trabalhar num clube com estes jogadores espetaculares. Trabalhar com a melhor presidente do mundo, a Leila. Não vou encontrar assim em lugar nenhum, aqui, na China. Agradeço tudo o que faz e fez por mim e minha família. Por isso gosto muito de estar aqui. Mas há uma coisa da qual me alimento: títulos. Dinheiro é consequência daquilo que fazes», sentenciou.
Não vou encontrar assim em lugar nenhum, aqui, na China. Agradeço tudo o que faz e fez por mim e minha família. Por isso gosto muito de estar aqui. Mas há uma coisa da qual me alimento: títulos. Dinheiro é consequência daquilo que fazes
Ríos como exemplo
Por outro lado, usou a saída de Richard Ríos para o Benfica para falar do trabalho paralelo aos resultados, a valorização de jogadores. «Quando me contrataram não foi só para ganhar títulos. Mas para valorizar a marca do clube. Ganhar títulos também, mas faz parte do meu trabalho. Sei que poucos de vocês reparam, nem interessa falar, mas vocês sabem qual era a média de idade que tínhamos no ataque quando jogamos contra o Chelsea? Só para vocês pensarem. Uma das minhas funções é exatamente o que aconteceu com o Ríos. Pegar um jogador que vale 6 milhões e transformar num jogador de 30 milhões. Digo sempre ao [Anderson] Barros [diretor de futebol do Palmeiras] que se conseguirmos antecipar uma compra para prever uma venda é ótimo. E foi o caso do Lucas Evangelista [que substituiu Ríos na equipa]. Nós sabíamos que o Ríos ia sair.»
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