A porta pequena do Sporting
Depois da derrota por 0-3 em Alvalade na primeira mão do play-off da Liga dos Campeões, o Sporting foi à Alemanha cumprir calendário no segundo jogo. Isso ficou claro quando o treinador deixou de fora da convocatória alguns dos melhores jogadores, Gyokeres e Trincão, e chamou vários jovens da formação para um duelo tão exigente.
A convicção colocada na capacidade para virar a eliminatória foi pouca ou nenhuma, decidindo Rui Borges, seguramente apoiado por quem manda no clube, atirar a toalha ao chão na Europa para se concentrar na conquista do campeonato. Que para o Sporting representa um bicampeonato.
Tudo isto é legítimo, e do eco que foi chegando dos adeptos sportinguistas, acertado, na medida, até, que o desgaste dos jogadores é nesta altura muito elevado e é preciso poupar para investir no que realisticamente é possível vencer. Porém, custa. Custa ver um grande de Portugal não se bater para vencer um Dortmund, que nem entusiasma, e encarar com alguma ligeireza uma qualificação europeia. Custa vê-lo fazer apenas um remate enquadrado num jogo inteiro. Honestamente, fazer fraca figura num empate a zero que de glorioso não teve nada e sair pela porta pequena de uma competição tão importante e na qual se luta igualmente por prestígio. Sem esquecer os €11 milhões de prémio de uma eventual (e que seria histórica, claro) qualificação.