Zverev após a eliminação em Paris: «Estive mal, mas sou o único número que tem de justificar estar no topo»
O reinado de Alexander Zverev na liderança da hierarquia do ténis masculino começou da pior forma. No primeiro encontro como líder do ranking ATP, confirmado na segunda-feira, o alemão foi eliminado na segunda ronda do Masters de Paris ao perder com o italiano Lorenzo Musetti pelos parciais de 7-6 (5) e 6-2, numa exibição que o próprio considerou muito fraca.
«Estive mal, é tão simples quanto isso. Não foi um bom jogo da minha parte, terá sido talvez um dos piores dos últimos meses», admitiu Zverev.
A chegada ao topo do ténis mundial coroou uma temporada em que o tenista de 29 anos conquistou os dois primeiros títulos do Grand Slam da carreira, com triunfos em Roland Garros e no US Open. No entanto, o germânico mostrou-se agitado e «um pouco incomodado» com o que considera ser uma falta de crédito relativamente ao seu estatuto.
«O estatuto de número um é algo com que creio que qualquer jogador sonha. Mas sinto que sou o único número um mundial na história do ténis que tem de justificar por que razão merece estar no topo, o que acho difícil de aceitar, até porque creio que mereço estar onde estou», foi explicando.
A atuar num piso rápido coberto teoricamente favorável ao seu serviço e jogo agressivo de fundo de campo, Alexander esteve longe do seu melhor nível. Lorenzo Musetti acabou por fechar a partida com um ás, num duelo em que rubricou mais pontos ganhadores (29 contra 25) e cometeu menos erros não forçados (12 face a 21).
«É incrível o nível que consegui demonstrar diante de Zverev, que serviu muito bem, em especial no primeiro set. Foi muito equilibrado e podia ter pendido para qualquer lado. O segredo esteve em resistir aos 5-2, altura em que joguei cinco pontos excelentes de forma consecutiva», analisou Musetti.
No entanto, Zverev não escondeu que deveria ter rendido muito mais numa superfície com estas características. «O court estava muito, muito rápido. Na verdade, creio que é exatamente assim que deve ser.»
Também na segunda ronda, Frances Tiafoe, semifinalista do US Open por três ocasiões, desperdiçou quatro match points e acabou derrotado pelo francês Quentin Halys com os parciais de 6-3, 1-6 e 7-6 (9). Desfecho que garantiu a qualificação automática de Arthur Fils para as ATP Finals, transformando-o no primeiro tenista gaulês a marcar presença no evento desde Gael Monfils, em 2016.
O dia trouxe ainda outras surpresas: Daniil Medvedev, quarto cabeça de série, foi derrotado por Ignacio Buse por duplo 6-4; Alex de Minaur (8.º pré-designado) e Learner Tien (15.º) também caíram eliminados em dois sets, enquanto Tommy Paul (12.º) garantiu a passagem à fase seguinte com um triunfo inequívoco por duplo 6-1 diante de Daniel Merida.