Vem aí o Sporting e artistas têm o rastilho pronto para 'incendiarem' a Pedreira
Carga explosiva. Assim pode definir-se o trio atacante mais produtivo do SC Braga, constituído por Rodrigo Zalazar, Ricardo Horta e Pau Victor. Os três juntos valem, por esta altura, mais de metade dos golos apontados pelos arsenalistas em toda a temporada.
No conjunto de todas as competições que tem vindo a disputar em 2025/2026 — Liga, Taça de Portugal, Allianz Cup e UEFA Europa League —, a formação orientada por Carlos Vicens contabiliza, até à data, 45 jogos, período durante o qual somou 28 vitórias e oito empates, sofrendo ainda nove desaires. No que ao diferencial de golos diz respeito, os bracarenses contam 93 tiros certeiros, tendo consentindo 37 festejos aos adversários.
Particularizando os quase 100 tentos apontados, constata-se que mais de metade pertencem aos três amigos: Rodrigo Zalazar (20), Ricardo Horta (16) e Pau Victor (11) são a cara de grande parte dos festejos dos guerreiros do Minho. E a estes dados há ainda a juntar as assistências que cada um deles também já tem esta época: 10 para o português, seis para o espanhol e cinco para o uruguaio.
O coletivo bracarense tem apresentado alguma irregularidade ao longo desta caminhada, mas a verdade é que nos últimos tempos a equipa parece ter reentrado nos eixos e nem a derrota (1-2) no dérbi com o Gil Vicente teve uma carga negativa assim tão grande. Até porque, refira-se, o 4.º lugar perdido em Barcelos foi recuperado logo na jornada seguinte, quando os arsenalistas bateram o Vitória de Guimarães (3-2) e os gilistas baquearam na deslocação ao reduto do Estoril (1-3).
É um SC Braga altamente moralizado aquele que se prepara para receber, amanhã, o Sporting. O conjunto bracarense sabe que ao suporte da pujança do coletivo juntar-se-á, dizem os números, o toque de classe daquele que já é apelidado de trio maravilha. Se atrás e no meio houver o equilíbrio habitual, então mais facilmente no último terço haverá Zalazar, Horta e Victor.
Os artistas falam a mesma língua e têm o rastilho para pegarem fogo à Pedreira no clássico com os leões.