Vem aí o Benfica mas há quem recorde: «O Casa Pia também já derrotou o FC Porto...»
O Casa Pia não passa por uma boa fase, uma vez que não venceu nenhum dos últimos quatro jogos — empates com Moreirense (1-1) e Estoril (0-0), e derrotas diante de Famalicão (0-2) e Estrela da Amadora (0-4) —, mas por vezes é nestes momentos que os grupos tendem a ir buscar uma força extra para reagirem à adversidade. Ainda para mais quando o desafio vindouro é diante de um emblema de nomeada, como é o caso do Benfica.
Os gansos recebem as águias no próximo dia 6 de abril (20h45), encontro que vai encerrar a 28.ª jornada da Liga, e pese embora o teórico grau de dificuldade que surge no horizonte, no grupo de trabalho dos de Pina Manique está bem presente a confiança para o regresso aos bons resultados.
E se for caso disso, os casapianos também podem olhar à época passada para terem mais uma prova de que é possível vencer o Benfica: em 2024/2025, também em Rio Maior, os gansos receberam e venceram os encarnados, por 3-1.
A BOLA esteve à conversa com Miguel Sousa, médio que atualmente está cedido ao Leixões, mas que na última temporada participou nesse embate vitorioso. Eis a receita para novo sucesso.
«Claro que defrontar um clube grande nunca é fácil, mas, nesse jogo, executámos o plano na perfeição e vencemos com toda a justiça. Durante a semana de treinos já percebíamos que estávamos bastante confiantes e que poderíamos mesmo ganhar. Felizmente, correu tudo como perspetivámos. É daquelas noites perfeitas», recorda o atual jogador do Leixões — clube para onde rumou em janeiro, por empréstimo dos lisboetas.
E se o Casa Pia já surpreendeu na presente temporada, por que não voltar a acontecer? «Claro que sim. O Casa Pia também já derrotou o FC Porto na presente campanha, naquele que, de resto, é o único desaire dos dragões no campeonato. Por isso, tudo pode acontecer.»
Olhando ao presente, e mesmo acompanhando os gansos à distância, Miguel Sousa está muito feliz em Matosinhos: «O Leixões é um grande clube, com uma massa associativa incrível, e estou bastante orgulhoso por vestir a camisola.»