Vasco Botelho da Costa: «Acabar o mais acima possível na tabela»
Nesta reta final o Moreirense ainda joga contra equipas que estão na luta pela manutenção e o treinador Vasco Botelho da Costa foi questionado, em conferência de imprensa de antevisão ao encontro com o Tondela, até que ponto é que se torna mais complicado para os cónegos.
«É difícil. Às vezes podíamos apanhar equipas mais ‘desligadas’, digamos assim, mas quem está a lutar pela vida, garantidamente, que em tudo aquilo que é a atitude competitiva, a ficha ligada, a agressividade, lutar até o último lance, isso acontece sempre, como aconteceu a semana passada e como esperamos que aconteça agora. Nós optamos por não pensar muito nisso, sempre foi a nossa maneira de estar, e focar-nos em nós. O adversário é importante pelas suas características, por aquilo que faz quando tem bola, por aquilo que faz quando não tem bola e é sobre isso que também tentamos desenvolver o nosso jogo, mas temos um objetivo claro que é acabar o mais acima possível na tabela e, para isso, queremos fazer estes seis pontos até ao final do campeonato», sublinhou.
Quando ao facto de o treinador do Tondela não ter tantas referências, nem tantos pontos de análise é também um elemento a ter em conta, atendendo ao histórico recente, Botelho da Costa foi claro: «Sim, sem dúvida, no entanto, já deu para perceber que o Gonçalo [Feio] tem ideias bem definidas, é um treinador estratégico, principalmente do ponto de vista ofensivo, procura olhar muito para aquilo que os adversários fazem, de modo a decidir o que é que quer que a sua equipa faça do ponto de vista ofensivo. Parecem-me ideias interessantes, é uma equipa que quer jogar, que procura desbloquear em ataque posicional, depois também tem timings interessantes de ataque à profundidade e, portanto, vai ser um jogo onde temos de estar muito competentes do ponto de vista defensivo, temos de ser muito agressivos, de modo a que a equipa do Tondela não consiga entrar por meio do nosso bloco e depois, eventualmente, ferir-nos nas nossas costas.»
«E do ponto de vista defensivo também é uma equipa que gosta de pressionar, muitas vezes a campo inteiro e isso já estamos mais habituados, mas, ao mesmo tempo, também faz com que tenhamos de estar muito ligados, até porque não vai ser fácil também pela questão climatérica, e, portanto, temos de ser muito vivos a perceber quais são os momentos em que temos para atacar, se a pressão do Tondela nos pede para ir mais por fora, para ir mais por dentro, mas lá está, a parte interessante deste momento da época é que dificilmente acontecem coisas pelas quais ainda não passámos, acho que já passámos praticamente por tudo», acrescentou.
Este é o último jogo da época fora de casa e o treinador dos cónegos foi instado se isso acaba por ser uma motivação para a equipa.
«Sim, primeiro tentamos ganhar todos os jogos, foi isso que nos propusemos desde o início, já o referi por diversas vezes, algo que acho que tem de ser analisado de uma forma positiva, são muito poucos os jogos em que não estivemos à altura de competir, dois/três, salvo erro, e isso para uma equipa como a nossa acaba por ser positivo e o facto de jogar fora ou em casa, tentamos que não pese muito naquilo que é a nossa abordagem. Óbvio que gostamos muito mais de jogar em nossa casa, junto dos nossos, que têm tido um papel fantástico e que agora têm uma deslocação, segunda-feira à noite, com mau tempo, a Tondela para nos apoiar, mas que tenho a certeza que, como sempre, não vão falhar. Mas, sem dúvida que queremos fechar o ano da melhor maneira, independentemente de ser fora, de ser em casa. Olhamos aos seis pontos, primeiro são estes três, muito respeito pela equipa do Tondela, que é uma equipa difícil, que está a crescer bastante do ponto de vista daquilo que é a qualidade do jogo, e portanto, como todas as semanas, vamos querer ganhar», respondeu.
O facto de ter fixado essa meta de somar mais seis pontos, olhar para um lugar ainda mais acima da tabela consecutiva, pode haver menos espaço para dar mais minutos aos jogadores menos utilizados?
«Se olharmos para aquilo que é a nossa realidade, a realidade do nosso plantel, praticamente todos eles acabaram por ter espaço, por ter oportunidades, por ter minutos, porque no fundo, sempre olhámos para o nosso plantel como um plantel bastante homogéneo, onde tínhamos diversas soluções, e quando falo que acabámos por sofrer com as ausências, era mesmo por uma questão de número, por uma questão de desgaste dentro do próprio jogo, por uma questão de não termos determinadas características para um jogo que seriam importantes, não tanto pelo facto de que aos que jogam mais não estão disponíveis, porque a verdade é que acabámos por dar bastante utilização a praticamente todos os jogadores, e portanto, acho que isso é uma questão que não se coloca», concluiu.
No que ao lote de indisponíveis para a deslocação a Tondela diz respeito, há a registar o castigo de Rodri Alonso, que alcançou série de cinco cartões amarelo na Liga na receção ao Estrela da Amadora e, por isso, tem de cumprir castigo.
Entregues aos cuidados do departamento médico continuam Vasco Sousa e Dinis Pinto.