O Vitória de Guimarães voltou às vitória em Barcelos -Foto: MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA
O Vitória de Guimarães voltou às vitória em Barcelos -Foto: MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

V. Guimarães: sem 5.º lugar (nem direção), há novo desafio no castelo

Depois da assunção de que o top-5 é para esquecer, em Guimarães, há uma nova meta que visa fazer sobressair esta temporada em relação às outras em que os conquistadores também ergueram troféus

A quatro jornadas (com 12 pontos em disputa) do final do campeonato, o 5.º lugar aparenta ser possível (pelo lado matemático) e impossível (pelo do realismo) ao mesmo tempo. Neste momento, o Vitória de Guimarães está em 8.º, a nove pontos do Famalicão, que ocupa o posto cobiçado e em relação a quem os vimaranenses têm desvantagem no confronto direto.

As repercussões desta posição indesejada chegaram na semana passada. António Miguel Cardoso demitiu-se do cargo de presidente dos minhotos, depois de dar como perdido o objetivo da 5.ª posição que prometera no início da contenda.

No entanto, desengane-se quem acha que a caminhada dos vimaranenses se esvaziou, de repente, de objetivos. Entre as muralhas do castelo, ergueu-se, entretanto, outro desafio para tornar a reta final de campeonato mais digna: atingir a melhor classificação dos três anos históricos em que o conjunto de Guimarães ergueu um troféu.

Em 1988/89, o Vitória (de Geninho) começou a época com a conquista da Supertaça, mas terminou-a em 9.º lugar na I Liga (tendo acabado com Nenê ao comando). Em 2012/13, orientado por Rui Vitória, levantou a Taça de Portugal, mas acabou igualmente em 9.º. Parece haver aqui uma tendência curiosa: sempre que se leva um título para a cidade-berço, o desfecho no campeonato é o mesmo.

Na época 2012/2013, V. Guimarães venceu o Benfica (2-1) e conquistou a Taça de Portugal pela primeira vez no seu historial. Foto: SERGIO MIGUEL SANTOS/ASF
Na época 2012/2013, V. Guimarães venceu o Benfica (2-1) e conquistou a Taça de Portugal pela primeira vez no seu historial. Foto: SERGIO MIGUEL SANTOS/ASF

Face a esta espécie de malapata, os vencedores da Taça da Liga (em janeiro) já estão a pôr em marcha o plano para dela se afastarem. Os brancos querem agora aproveitar a onda mais positiva de resultados (duas vitórias e um empate nos últimos três encontros) do passado recente. O objetivo é continuar a pontuar e ficar acima da malfadada posição, superiorizando-se, assim, às outras temporadas de conquistas.

O que há ainda por contar?

Num D. Afonso Henriques tão exigente, é certo que nada sem ser o apuramento para as competições europeias servirá de consolo. No entanto, este novo desafio vem dignificar, dar emoção e tornar mais interessante esta reta final, em que o Vitória tem ainda de se bater com Rio Ave (casa), Sporting (fora), Casa Pia (casa) e Nacional (fora).

Contra os rioavistas (no sábado às 20h30), os vimaranenses procuram algo que conseguiram apenas uma vez nesta época no campeonato: vencer dois jogos seguidos. A única, até então, foi em novembro, nos triunfos frente a Tondela (1-0) e Aves SAD (4-0). Na primeira volta, a turma do castelo foi a Vila do Conde ganhar por 1-0, com um golo de Oumar Camara.