Tomás Araújo e Samu (Catarina Morais/KAPTA +)
Tomás Araújo e Samu (Catarina Morais/KAPTA +)

Um bombeiro chamado Tomás e os 15 centímetros que faltaram a Barreiro (as notas do Benfica)

Defesa limpou diversas jogadas perigosas do FC Porto e teve nos pés a possibilidade de marcar. Pavlidis falhou o que raramente falha. Barreiro precisava de ser mais alto e Sidny Cabral ainda está muito longe do extremo que o Benfica necessita
(7)       Tomás Araújo
O melhor do Benfica: a defender e a rematar. Sacou imensos cortes frente a diversos adversários (brilhante o que fez, aos 14’, sobre Borja Sainz), mostrando-se imponente em lances rasteiros. Não teve qualquer hipótese de evitar o golo de Bednarek, até porque não era ele quem estava a marcar o polaco. Aventurou-se no ataque quando a hora de jogo se aproximou e teve o golo nos pés, aos 60’ e aos 65’. Primeiro, recebendo passe atrasado de Pavlidis e rematando ao lado e, de seguida, obrigando Diogo Costa a defesa segura. Evitou ainda que remate de Rodrigo Mora criasse perigo ainda mais real, oferecendo o corpo à bola. Tomás Araújo foi o bombeiro que Mourinho precisava e quase foi o incendiário que o treinador necessitava...

(6)       Trubin - Abriu o jogo com dupla defesa a remates de Gabri Veiga e Froholdt, mais difícil o segundo, por muito mais perigoso. A cabeçada de Bednarek que decidiu o jogo e a eliminatória leva potência demasiada para que o guarda-redes ucraniano pudesse fazer algo mais do que observar. Leve hesitação perto do intervalo, não saindo da baliza quando a bola sobrevoava a pequena área, com Borja Sainz a desviar com perigo. A segunda parte foi mais tranquila e, já na compensação, recebeu permissão de José Mourinho para subir à área adversária para, num canto, desviar para a cabeça de Pablo Rosario, com a bola a sair por cima.

(6)       Dedic - Obrigou a atenção tremenda pela presença de Borja Sainz na esquerda do ataque portista, teve capacidade para pegar muitas vezes na bola e tentar criar perigo junto da área de Diogo Costa. Ameaçou com um remate perigoso de pé esquerdo aos 24’ e, logo de seguida, entrou bem e cedeu a bola a Aursnes, que rematou ao lado.

(6)       António Silva - Esteve em dúvida até quase ao início do jogo, mas não deu mostras de qualquer problema físico. Não teve lances de elevado grau de dificuldade pela frente e, quando foi obrigado a impor o físico, impôs. Não teve ponta de culpa no golo do FC Porto (o marcador de Bednarek era Barreiro) e teve ainda dois ou três lançamentos perigosos a tentar servir homens da frente.

(5)       Dahl - Mediano a defender, mediano a atacar. Não passou por momentos de pânico, mas também não conseguiu ser o lateral que necessita uma equipa da dimensão do Benfica.

(5)       Richard Ríos  - Nem estava a jogar mal, sem medo de contactos físicos, sobretudo com Pepê, tentando ainda ser atrevido na aproximação à área portista. Porém, em cima do intervalo, caiu desajeitadamente e sofreu lesão, aparentemente com gravidade, no ombro/braço direito. Saiu para entrar Sudakov.

(6)       Aursnes - Andou muito tempo no meio do turbilhão dos possantes médios do FC Porto e quase sempre conseguiu passar incólume pelas dificuldades. Formou com Ríos a dupla de médios e perto do intervalo, quando o colombiano saiu lesionado, passou a ser Barreiro o seu parceiro preferencial. Poderia ter rematado melhor, pouco antes da meia hora, mas o remate saiu levemente ao lado.

(6)       Prestianni - Entrou bem, caindo inúmeras vezes em cima de Kiwior. Teve remate por cima da baliza aos 11’ e, em cima da meia hora, teve o ponto alto, quando lançou Sidny pelo meio, com o neerlandês a finalizar mal. A partir daí, baixou de rendimento, não mais criando perigo.

(4)       Leandro Barreiro - Quando alguém com 1,74 metros aparece a marcar outro de 1,89 metros, em lances de bola parada, a probabilidade de sentir dificuldades é clara. Barreiro marcava Bednarek no canto que deu origem ao 1-0 e, claro, quando a bola saiu do pé de Gabri Veiga e chegou à cabeça do polaco, o luxemburguês foi impotente para evitar o desvio fatal. Tentou antecipar-se no corpo a corpo, mas sem sorte. Quinze centímetros são quinze centímetros. Teve o golo no pé esquerdo já na compensação do primeiro tempo, mas o remate saiu menos forte do que desejaria e Diogo Costa defendeu com facilidade.

(4)       Sidny Cabral – Iniciou o jogo numa luta titânica com Martim Fernandes. Perdeu mais duelos do que ganhou e ficam na mira as dificuldades que sentiu, aos 26’, quando recebeu bola profunda de Prestianni e atrapalhou-se na hora de rematar à baliza de Diogo Costa, pressionado por Pepê. Depois de ter jogado 25 minutos frente ao SC Braga, saltando do banco, foi ontem titular pela primeira vez. Está ainda a ambientar-se a uma nova realidade, mas os 108 minutos já realizados de águia ao peito não deixam água na boca dos benfiquistas.

(6)       Pavlidis - Não deve ter havido um metro quadrado de relvado que o grego não tenha pisado. É avançado, mas pareceu médio. É avançado, mas pareceu extremo. Remate perigoso a abrir a segunda parte, defendido por Diogo Costa. Correu como poucos, lutou como poucos, mas falhou o que raramente tem falhado em ano e meio de Benfica. Em cima do minuto 90, ia aproveitando cruzamento rasteiro de Schjelderup, mas pareceu atrapalhar-se com a benesse da defesa portista e acabou, na pequena área, por falhar aquilo que, repete-se, raramente falha.

(4)       Sudakov – Entrou frio aos 43’ após a lesão de Ríos e frio continuou ao longo do jogo. Não jogou tão encostado ao lado esquerdo, consequência do recuo de Barreiro (que estava a jogar pelo meio), mas não teve ainda momentos de esplendor que levaram o Benfica a contratá-lo no último verão.

(5) Schjelderup – Pouco mais de 25 minutos em campo em que se mostrou agressivo a atacar a bola e que teve como ponto alto a bola rasteira que colocou à disposição de Pavlidis, em cima dos 90’, mas que o grego desperdiçou.

(-) Ivanovic – Menos de dez minutos em campo para, partindo de trás, tentar criar perigo. Não passou disso.