Ucrânia recusa defrontar Rússia no Mundial de polo aquático
A seleção ucraniana de polo aquático recusou-se a disputar o jogo contra a Rússia no Mundial, resultando numa vitória por 5-0 na secretaria para a equipa russa, que competia sob estatuto de neutral.
O encontro, que iria decidir o sétimo lugar da Divisão Dois do torneio, estava marcado após as derrotas de ambas as seleções. A Ucrânia, orientada por Alexey Shvedov, perdeu por 9-20 contra a Geórgia, enquanto a seleção russa foi derrotada pela França por 13-14. Este seria o primeiro confronto entre as duas nações desde os Jogos Europeus de Bacu, em 2015.
A decisão de não comparecer foi um ato de protesto. O selecionador ucraniano, Alexey Shvedov, justificou a posição da sua equipa. «Para nós, uma derrota técnica segundo o regulamento é uma vitória muito mais significativa do que nadar nas mesmas águas que os representantes de um país agressor», afirmou.
Shvedov acrescentou ainda que defrontar a equipa russa seria legitimar a sua presença na comunidade desportiva internacional. «Cada jogador dessa equipa representa um sistema que está a destruir o nosso país, enfrentá-los na água significaria reconhecer o seu direito a fazer parte da comunidade desportiva internacional», explicou.
Este episódio ocorreu pouco depois de ter sido levantado o veto à participação da seleção russa em competições, imposto devido à guerra na Ucrânia. No mesmo dia, foi anunciado que a Rússia poderia voltar a competir em desportos aquáticos utilizando a sua bandeira.
Por sua vez, o ministro dos Desportos russo, Mikhail Degtyarev, reagiu à decisão ucraniana através da rede social Telegram. «As regras desportivas dão uma resposta clara a todos os boicotes: são considerados uma derrota», escreveu, concluindo que «quantos mais boicotes houver, menos participantes haverá».