Tsitsipas 'despede' o pai como treinador: «Tudo isto é muito delicado...»
O tenista grego Stefanos Tsitsipas anunciou este domingo o fim da sua relação profissional com o pai, Apostolos, que até agora desempenhava as funções de treinador. O atleta sublinhou que a decisão é definitiva e que não voltarão a trabalhar juntos.
Atualmente com 27 anos e no 88.º lugar do ranking ATP, o antigo número 3 do mundo explicou a decisão numa entrevista ao portal grego Sport DNA. «Quanto mais velho fico, mais difícil se torna manter uma relação estável com o meu pai, em comparação com quando era mais novo, com 18, 19 ou 20 anos. Sinto que chegámos a um ponto em que procuro algo completamente diferente», afirmou.
O tenista, que conta com 12 títulos ATP no seu palmarés, incluindo umas ATP Finals e três Masters 1000, não disputa uma final desde que venceu o Dubai Tennis Championships em fevereiro de 2025. «Ultimamente, ter o meu pai ao meu lado conforta-me, mas não é a solução para dar o próximo passo e fazer algo diferente na minha carreira. Claro que o amo muito e desejo o melhor para ele, mas agora estou a pensar em mim e no que é melhor para mim», indicou o ateniense.
Embora não seja a primeira vez que a dupla se separa, Tsitsipas garante que desta vez não há retorno. «Não creio que volte. Tudo isto é muito delicado. É difícil porque passámos muitos anos juntos no circuito, mas agora, pensando bem, creio que não voltaremos a trabalhar juntos no futuro», declarou, acrescentando que pretende tomar as suas próprias decisões.
O grego reconhece que a situação não é fácil para o seu pai. «Não seria fácil para nenhum pai aceitá-lo, mas especialmente para ele. Levará tempo a aceitar, tal como antes quando nos separámos. Naquela altura, no entanto, deixei uma pequena porta aberta», explicou. Tsitsipas acredita que o seu pai pode agora focar-se nos seus irmãos mais novos, também eles jovens promessas do ténis.
«Procuro conhecimento e outra perspetiva do ténis, e quero uma segunda opinião que me guie e me ajude com certas decisões na minha carreira», confessou. Para esta nova fase, Tsitsipas já tem uma equipa técnica definida. «Agora estou a trabalhar com Thomas Perrin», revelou, explicando que Perrin é da academia de Patrick Mouratoglou e que o próprio Mouratoglou fará a «supervisão» e estará presente em alguns torneios, «sempre que possível».
Esta nova estrutura técnica acompanhará o tenista, que inicia a sua participação em Wimbledon esta segunda-feira contra o francês Hugo Gaston. «É uma solução até ao final do ano, embora exista a possibilidade de continuarmos depois do final da temporada», concluiu Tsitsipas.
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