Trubin ainda tentou travar o vento norte com as mãos (as notas do Benfica)
Dedic (6) — O bósnio ficou encarregue de travar a estrela da Juventus, Yildiz e cumpriu, como que controlando o turco, que fugiu muitas vezes para se soltar. Ainda se incorporou no ataque, mas devem-se contar pelos dedos duma mão as vezes em que foi servido convenientemente. Não foi brilhante, porém, pelo menos, razoável.
Tomás Araújo (4) — Num jogo de futebol a linha entre o bem e o mal, o herói e o vilão, é sempre muito ténue, demasiado ténue, como se comprovou com o 44 das águias. Estava o jogo a correr-lhe de feição e a cotar-se como um dos melhores quando abordou de forma deficiente o duelo físico com Jonathan David, perdeu-o, a bola sobrou para Khephren Thuram e este inaugurou o marcador.
Otamendi (5) — Parece ter sido contagiado pelo colega do lado e foi ele, a meias com Aursnes, quem falhou no lance do segundo golo da Juventus, permitindo uma impensável troca de bola na sua área num encontro de Champions. Todavia, como é seu timbre, assumiu a liderança do setor recuado dos encarnados e teve um ou outro remate de cabeça com algum perigo na grande área contrária. Tem 37 anos mas continua a esvaziar o tanque por completo a cada jogo.
Dahl (5) — Ficou a meio da ponte, entre o ir e o ficar, entre o defender e o atacar mas, pelo menos, ao contrário de alguns companheiros de equipa, não comprometeu.
Leandro Barreiro (6) — O luxemburguês está longe de ser um predestinado mas a cada lance dá tudo o que tem e empresta uma intensidade ao jogo que não passa despercebida ao treinador. Numa incursão à área contrária, sofreu penálti indiscutível que Pavlidis desperdiçou mas o aí culpa não foi sua.
Aursnes (4) — Após um primeiro tempo discreto, estava a subir os níveis de intensidade e de participação no jogo quando dividiu com Otamendi as culpas no segundo golo da vecchia signora. Ainda teve fôlego e ânimo para atirar uma bola ao poste de cabeça (69’) e mais um remate que passou perto (76’) mas, diga-se, este Aursnes não parece o mesmo de um passado, ainda assim, não muito distante.
Prestianni (4) — Demasiado curto e inconsequente, tomou quase sempre as piores opções e com uma apetência incompreensível para se colocar na boca do lobo, ou seja, à mercê dos adversários. A ilustrar esta tendência para os passos em falso, aos 25 minutos, em posição de servir Dedic que se incorporava no ataque com perigo, decidiu rematar à baliza, com a bola a passar muitíssimo por cima da baliza de Di Gregorio.
Sudakov (6) — Dois remates enquadrados da águia na primeira parte e os dois do ucraniano, o segundo dos quais com perigo (23’). Após o intervalo tentou organizar o futebol ofensivo encarnado, ainda pegou na batuta, mas a orquestra estava desafinada… Quando Mourinho quis mais agressividade, retirou-o do campo e, diga-se, sem que a equipa tenha ganhado grande coisa com a mudança.
Schjelderup(4) — Fez o básico para um extremo: pegou na bola e encarou o defesa contrário, sem nunca ter sido ou demasiado rápido ou tecnicista, o que convém numa equipa da dimensão do Benfica. Louve-se, no entanto, o empenho defensivo, ajudando muitas vezes Dahl a fechar aquela faixa. Mas saiu e toda a gente deve ter percebido porquê…
Pavlidis (4) — Há dias em que as santos caem do altar e foi isso que aconteceu com o grego em Turim. Na primeira parte foi demasiado trapalhão, na segunda melhorou mas só teve dois remates (um ao lado e outro intercetado) e no penálti os deuses da bola viraram-lhe as costas e escorregou. E como o Benfica precisava de um golo naquela altura…
Barrenechea (5) — Organizou um pouco um meio-campo que ameaçava entrar em espiral de asneiras e ainda teve um remate de cabeça à figura (86’).
Ivanovic (5) — Entrou com vontade, colou-se mais à esquerda, mas sem grande impacto na partida.
João Rego (4) — Não mudou uma linha do texto já escrito.