Tom van de Looi, que já integra a hierarquia de capitães do Famalicão, confiante para o dérbi com o Gil Vicente
Tom van de Looi, que já integra a hierarquia de capitães do Famalicão, confiante para o dérbi com o Gil Vicente

Tom van de Looi: «Não foi o início que queríamos e temos de ter uma reação»

Médio do Famalicão assume que os resultados têm ficado aquém do desejado, mas garante que a equipa está a trabalhar bem e que está pronta para entrar nos eixos na presente edição do campeonato. A «honra» de envergar a braçadeira de capitão e a importância do apoio dos adeptos, especialmente nesta «fase mais difícil»

O Famalicão entrou com o pé esquerdo no campeonato e ainda não venceu qualquer jogo. Os azuis e brancos do Minho empataram no reduto do Estoril (1-1), perderam na receção ao Marítimo, e voltaram a baquear na deslocação ao terreno do Santa Clara (0-2), pelo que é necessária uma reação rápida para que o sol volte a brilhar em Vila Nova.

O próximo adversário da equipa orientada por Carlos Carvalhal é Gil Vicente, dérbi que está agendado para as 20h30 de domingo, e Tom van de Looi dá a receita para que os famalicenses possam ter sucesso, mesmo perante um oponente que tem tido um belo arranque de prova.

«O Gil Vicente é uma equipa que começou bem, tem um bom plantel, e isso significa que temos de estar no nosso melhor e jogar bem desde o início, com o máximo de concentração e agressividade. Os pontos no futebol são o mais importante e para ganhar pontos é importante jogar bem. Trabalhámos bem durante a semana, preparámos bem o jogo e agora é demonstrar isso dentro do campo. Claro que é um fase menos boa, mas essas fases acontecem quase todos os anos. O ano passado foi positivo, mas também tivemos um período negativo. Claro que este início não foi como queríamos, pelo que temos de ter uma reação, trabalhando, e é isso que estamos a fazer. Também percebo que as expectativas sejam mais altas depois do que fizemos na época passada, mas temos de esquecer isso. Já começou uma época nova e há equipas que talvez olhem para nós de forma diferente. Acredito muito que vamos dar uma boa resposta», assumiu, em declarações reproduzidas pelos meios de comunicação oficiais do Famalicão.

O camisola 6, que cumpre a terceira época ao serviço do Vila Nova, já chegou à hierarquia de capitães de equipa e não esconde o orgulho que sente por envergar a braçadeira. Sendo que, refira-se, o médio neerlandês salienta a importância de Ivan Zlobin no balneário. O guarda-redes é o principal capitão do Famalicão, mas por ser guarda-redes (e até habitual suplente) não costuma assumir esse papel — Carlos Carvalhal já assumiu publicamente que prefere que o líder no relvado seja um jogador de campo.

«É uma grande honra envergar a braçadeira de capitão, mas isso também significa mais responsabilidade. O Ivan [Zlobin] é o nosso capitão e um elemento muito importante para nós, mas dentro do campo sou eu que tenho a braçadeira e estou a tentar fazer ainda mais», assumiu, não sem antes reforçar a importância da massa associativa famalicense, que convoca para o dérbi com os gilistas: «Precisamos sempre do apoio deles e nunca nos faltam. Mas agora, numa fase mais difícil, vamos precisar ainda mais deles. Por isso, é importante que no domingo joguemos todos, nós dentro do campo e os adeptos na bancada.»

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