Tom Pidcock (Pinarello-Q36.5) venceu a Milão-Turim 2026

Tom Pidcock vence Milão-Turim com ataque em Superga

Britânico bateu Tobias Johannessen e Primoz Roglic na célebre subida da corrida mais antiga do mundo

O britânico Tom Pidcock, equipa da Pinarello-Q36.5, conquistou esta quarta-feira a 106.ª edição da Milão-Turim, a mais antiga clássica do calendário UCI. O triunfo foi selado com um ataque fulminante a 500 metros da meta, no topo de Superga, que deixou para trás Tobias Johannessen (Uno-X Mobility), a quatro segundos e Primoz Roglic (Red Bull-BORA-hansgrohe), a cinco, a fecharem o pódio.

A corrida, que antecede a Milão-Sanremo, foi marcada por uma fase inicial plana e controlada, em que pouco. As equipas de Pidcock e Roglic assumiram o controlo do pelotão, gerindo a distância para a fuga do dia.

A fuga, que demorou mais de 30 quilómetros a formar-se, integrou seis corredores e foi neutralizada durante a primeira subida a Superga, o nome da Basílica que se ergue no topo da elevação sobranceira à cidade de Turim e que perdura entre os acontecimentos mais trágicos do futebol, devido ao acidente de aviação ocorrido a 4 de maio de 1949, que vitimou a equipa do Torino, na época uma das melhores da Europa, denominado de Grande Torino. Após um jogo amigável com o Benfica, em Lisboa, o avião que transportava a comitiva da equipa italiana despenhou-se junto à Basílica de Superga, devido a nevoeiro denso, matando todas os passageiros a bordo, num total de 31 pessoas, incluindo jogadores, staff e tripulação.

Na ascensão, a Red Bull impôs um ritmo forte, culminando num ataque de Primoz Roglic a um quilómetro do topo. Apenas Pidcock, Cian Uijtdebroeks (Movistar) e Jefferson Cepeda (EF Education-EasyPost) conseguiram responder inicialmente ao eslovano, mas um reagrupamento na descida formou um grupo de 12 corredores na frente.

Aproveitando a superioridade numérica da Red Bull, Adrien Boichis lançou um ataque e ganhou uma vantagem de 20 segundos. No entanto, o francês foi alcançado no início da derradeira e decisiva subida a Superga (4,9 km a 9,1%), onde estava instalada a meta.

Nos dois derradeiros quilómetros destacou-se um quinteto formado por Roglic, Pidcock, Uijtdebroeks, Cepeda e Johannessen, tendo o britânico desferido o ataque vitorioso a 500 metros da meta, garantindo a sua segunda vitória da temporada. O top-5 ficou completo com Giulio Pellizzari (Red Bull) e Uijtdebroeks.