Farioli no banco do Dragão na vitória sobre o Rangers. Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
Farioli no banco do Dragão na vitória sobre o Rangers. Foto: Rogério Ferreira/Kapta+

«Todos jogam a final da Champions contra nós»: tudo o que disse Farioli

Treinador do FC Porto reagiu à vitória caseira (3-1) frente ao Rangers, na derradeira jornada da fase de liga da UEFA Europa League

Francesco Farioli analisou, na sala de Imprensa do Dragão, o triunfo (3-1) do FC Porto frente ao Rangers, que assegurou uma vaga dos azuis e brancos no top-8 da UEFA Europa League.

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Análise ao jogo e consistência

«Começámos bem, mas sofremos golo no primeiro erro. A este nível é normal pagar caro pelos erros. A reação foi brilhante, tivemos oportunidades antes do golo, pelo menos uma ação que nos podia colocar na frente. Depois fizemos o 2-1 e o 3-1 e caminhámos na direção certa. Os golos do Rodrigo e do Francisco foram situações muito interessantes de construção. Na segunda parte, defendemos mais baixo, foi difícil manter a mesma intensidade na pressão, mas gerimos bem a defesa na nossa metade. Foi um resultado importante para o FC Porto e para o futebol português. É um feito enorme.»

Prestação das equipas lusas na Europa valoriza a campanha do FC Porto na Liga?

«Para mim, sim. Ontem, na conferência, disse que há um sentimento de que os jogos são fáceis e que há um passeio para nós, mas a realidade é diferente. Estamos a competir com dois gigantes. Os dois qualificaram-se para a próxima ronda da Champions; um deles diretamente, o SC Braga, no top 8 da Liga Europa também. Isso diz muito do nível da Liga portuguesa, na qual competimos todas as semanas. É bom ter esse lembrete, porque é claro que estamos a fazer algo bem especial.»

FC Porto só volta em março à Europa. O que falta melhorar?

«Há algumas diferenças quando jogamos de três em três dias. É complicado manter o mesmo ritmo sempre, não apenas físico, mas também mental. Fisicamente estamos bem, mentalmente estamos ligados, mas é muito exigente pela agressividade que queremos impor. Tentamos sempre recuperar a bola alto, raramente encontramos equipas que queiram jogar, e isso faz com que a intensidade baixe um pouco. Na realidade, os nossos jogos são intensos, estamos a fazer um grande trabalho, mas ainda há muito a melhorar. Não termos os play-offs vai permitir colocar alguma gasolina no tanque.»

Até onde pode chegar o FC Porto na Liga Europa?

«Não gosto de fazer cálculos. Fala-se de uma grande vantagem, mas, na realidade, a Liga ainda está a meio. Faltam muitos jogos e há muitos pontos em disputa, a competitividade é muito alta. Há sempre dificuldades em cada campo, contra qualquer equipa. Hoje, ganhar ao FC Porto conta a dobrar. Todos jogam a final da Champions League contra nós; para nós, cada jogo é uma final da Champions. Temos de ser muito calmos, ligados e assertivos no que fazemos. A nossa mente já está no Casa Pia. Quando olho para a Liga, há uma imagem clara: o facto de a caminhada ser até Istambul... somos a equipa que vem de mais longe. Se quisermos chegar lá, é um caminho muito longo, com muitos obstáculos. Passo a passo. Vamos focar-nos na Liga e, em março, voltamos a focar-nos na competição europeia.»

Pablo Rosario e Alan Varela acabaram o jogo no miolo

«Depende. Os cenários são possíveis. Temos o Eustáquio, que é uma alternativa, que pode substituir e dar oxigénio ao Victor, que tem um perfil único em termos de características. É muito importante termos o equilíbrio certo, escolher quem vai jogar no lugar dele. Vemos jogo a jogo e, durante o jogo, temos de tomar decisões.»