Irankunda foi o leão que mais brilho teve na noite de apagão em Alvalade - Foto: IMAGO
Irankunda foi o leão que mais brilho teve na noite de apagão em Alvalade - Foto: IMAGO

Thriller foi em Alvalade e Irankunda esteve no centro (as notas do Sporting)

Extremo australiano que tem Michael Jackson, rei da pop, como referência, foi (um dos poucos) que não desafinou na noite fria de Alvalade. Luis Suárez e Fresneda tentaram acompanhar. Mas voltou a haver apagão em muitos setores
Figura do Sporting - Irankunda (6)

Enérgico. Alvalade desafinou, com nova derrota comprometedora, mas o australiano, que tem Michael Jackson, o rei da Pop, como grande referência, nunca perdeu o ritmo, pois foram dos seus pés que saíram os lances de maior perigo dos leões. Um remate ao lado com muito perigo (6’), um por cima (31’), outro para enorme uma defesa de Ewerton (56’) e uma mão cheia de iniciativas, com vários desequilíbrios pela direita, e muitas ‘ofertas’ com passes de rotura para Ioannidis (59’ e 66’), Maxi (76’ e 81). Extremo com um Moonwalk de movimentos desconcertantes a emergir entre os destroços de nova derrota em Alvalade. Saiu esgotado, sentimento de dever cumprido, numa noite em que não houve festa, mas o internacional australiano, aqui e ali, foi dando algum espetáculo.

Kaique (5)
Hesitante. Primeira titularidade em Alvalade para a Liga marcada por algumas hesitações (como aquela que demonstrou aos 21’ perdendo a bola para André Clóvis) e saídas da área mais arrojadas onde se destacou.   

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Fresneda (6)
Trabalhador. Numa altura em que a equipa dá sinais de quebra de rendimento e confiança, o espanhol é dos poucos que se mantém firme. Na retina, em termos defensivos, ficaram alguns lances determinantes (como o corte, aos 29’ a João Guilherme), mas também no apoio ofensivo com  cruzamentos bem medidos, um deles a originar o golo de Suárez. 

Ibrahima Ba (5)
Acolhedor. Ainda está longe da frescura física ideal, é certo, mas a presença do senegalês já se fez sentir face à sua impetuosidade e determinação nos duelos. Sempre disponível, dois lances de perigo ofensivo na sequência de cantos e muita entrega. Como ponto (mais) negativo uma perda de bola (79’) para André Clóvis, que o brasileiro não aproveitou.    

Ibrahima Ba destacou-se nos duelos aéreos - Foto: MIGUEL NUNES

Gonçalo Inácio (4)
Desastrado. Mas também displicente e desatento. Não atravessa um bom momento, isso é evidente e salta aos olhos, mas não se entende a pouca assertividade em quase todos os lances em que esteve envolvido. Seja no passe, mas também em várias abordagens, como aquela em que deixou Clóvis na cara de Kaique (54’).    

Maxi Araújo (5)
Inconstante. Também azarado… pois não fossem as bolas que atirou aos ferros (45+7’ e 76’) e seria certamente uma das figuras do jogo. Também não teve a sorte do seu lado após o choque violento com Ewerton que assustou Alvalade. Árbitro ainda marcou penálti mas o VAR reverteu. Bem pior no rendimento defensivo onde concedeu demasiados espaços a Robinho, sendo que um desses lances originou o primeiro golo para o Académico.   

Doumbia (4)
Perdido. Parece muitas vezes um corpo estranho no miolo, a tentar ir a todo o lado, mas falta-lhe alguma disciplina tática (e maturidade) para gerir os tempos do jogo e de tomar as melhores decisões. Aparece muito, é certo, mas poucas foram as vezes a dar uma boa sequência aos lances desenhados em termos ofensivos. 

Altimira (4)
Contido. Mais lento do que o habitual a soltar a bola, a complicar por vezes, sem a clarividência de outros jogos na dinâmica do meio-campo. Numa equipa que até iniciou com muito fulgor, a querer resolver o mais cedo possível, o espanhol foi demasiado contido nas suas ações na intenção de pautar o jogo da equipa.  

Flávio Gonçalves (4)
Desconfiado. Uma nova posição, como terceiro médio, novas funções, muita vontade, mas sem resultados práticos. Defensivamente até cumpriu, sem erros de maior, preenchendo de forma eficaz os espaços mais recuados, mas na frente faltou-lhe acutilância como foi vísivel no lance em que (com mérito) recuperou no meio-campo ofensivo (33’), conseguiu isolar-se, mas perdeu o tempo de remate quando estava frente a frente com Ewerton.  

Luis Guilherme (5)
Injusto. Foi o primeiro a sair, mas não terá sido pelo rendimento, uma vez que estava a ser um dos leões mais inteligentes (e fortes) pelas alas. Nota a assistência e visão de jogo com passe para Suárez no coração da área (45+5’) que o colombiano desperdiçou.  

Suárez (6)
Gladiador. Sempre disponível, a correr, ‘morder’ os calcanhares dos adversários, muito feroz no ataque à baliza de Ewerton. Três remates de muito perigo, um golo de belo efeito, mais um, o 10.º consecutivo, uma bola no ferro (90+2’), um dos últimos a cair.

Ioannidis (5)
Ambicioso. Entrou com muita vontade, mas pouca inspiração. Lutou, correu, mas sempre num modo ‘desespero’ pelo golo. Valeu, sobretudo, esse fulgor ofensivo.  

Geny Catamo (4)
Suplente. Um estatuto pouco habitual para o moçambicano que saiu do banco para agitar… mas ficou-se pelas (boas) intenções.

Jesse Derry (5)
Habilidoso. Escassos minutos em campo, os suficientes para assustar o Académico, uma delas com assistência perfeita para Suárez (90+2’) que atirou ao poste.

Derry ainda ofereceu o golo a Suárez nos instantes finais - Foto: MIGUEL NUNES

Silas Andersen (-)
Frio. Entrou já com pouco tempo para inverter a história do jogo.

Vagiannidis (-)
Ingrato. Os poucos minutos que teve numa altura onde só o coração jogava…

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