Terry considera «quase ofensivo» ter sido ignorado para interino do Chelsea
John Terry, lenda do Chelsea, confessou ter achado «quase ofensivo» o facto de o clube o ter preterido em favor de Calum McFarlane para o cargo de treinador interino. O antigo capitão dos blues não escondeu a sua desilusão por não ter sido chamado a ajudar a equipa principal após a saída de Enzo Maresca, em janeiro.
Apesar de já ter criticado as decisões dos londrinos no passado, o ex-central proferiu agora as suas declarações mais duras sobre o assunto. Durante uma participação no programa Sports Uncensored, o apresentador Piers Morgan sugeriu que o antigo defesa poderia ter considerado «quase ofensivo que escolhessem alguém tão inexperiente, tão amador, tão estranho em vez de alguém como Terry», dada a sua experiência e ligação ao clube.
A resposta do ex-internacional inglês foi imediata e contundente. «Piers, estás 100 por cento certo», afirmou, antes de clarificar a sua posição. «Nunca pensei que pudesse ser o treinador do Chelsea, mas quando um treinador sai e procuram um interino, não havia ninguém no edifício, seja na academia ou na equipa principal, que estivesse mais qualificado do que eu em termos de habilitações».
Terry foi mais longe, sublinhando a sua forte ligação ao clube: «Mais importante, e acima de tudo, fosse para um ou dois jogos, não havia ninguém mais Chelsea do que eu. E, mais uma vez, pensando nos adeptos, era dar aos adeptos o que eles queriam naquele momento.»
No entanto, o treinador fez questão de separar a sua ambição a curto e longo prazo. «Se eu achava que merecia o cargo de treinador a longo prazo? De modo algum, porque o Chelsea é muito maior do que eu. Se quiser chegar a esse ponto, preciso de fazer o meu percurso para depois conseguir o meu lugar».
Refira-se que Terry, que trabalhou ao lado de McFarlane na formação do Chelsea, não foi contactado para apoiar a equipa principal durante o período de transição. O antigo adjunto do Aston Villa lamentou a falta de oportunidades, mesmo em escalões inferiores, após anos de dedicação à sua formação como técnico.
«Passei quatro anos a tirar os meus cursos, a viajar pelo país. Passei três anos e meio no Aston Villa como adjunto de Dean Smith, a viver longe da minha família para me capacitar para um cargo. E não estou a falar do nível da Premier League ou do Championship. Os cargos para os quais fui entrevistado eram da League One, e mesmo assim não tive a oportunidade», desabafou Terry, que também foi adjunto no Leicester em 2022/23, ao comentador Simon Jordan.
Anteriormente, após a demissão de Liam Rosenior em abril, que levou a um segundo período interino de McFarlane, Terry já tinha confirmado aos seus seguidores no TikTok que não tinha sido contactado. «Não sei como será a equipa técnica do Calum, não recebi uma chamada, não recebi uma mensagem. Vou continuar o meu papel na academia», disse na altura, garantindo apoio ao colega.
Artigos Relacionados: