Jessica Pegula - Foto: IMAGO

Terceira meia-final de Grand Slam para a número 6 WTA

Jessica Pegula segue em frente no Open da Austrália em sequência brilhante!

Jessica Pegula de 31 anos e 6.ª do ranking mundial qualificou-se para as meias-finais do Open da Austrália após vencer a compatriota Amanda Anisimova de 24 anos e 4.ª WTA por 6-2, 7-6 . Agora, enfrentará Elena Rybakina por um lugar na final.

Dois duelos consecutivos contra compatriotas, primeiro Madison Keys, a campeã em título, e depois Amanda Anisimova, Jessica Pegula garantiu a sua passagem para a terceira meia-final de um Major na carreira. Desta vez, no Open da Austrália, onde avança pela primeira vez entre as quatro melhores.

As anteriores foram ambas no US Open, em 2024, onde chegou à final, e no ano passado.

Pegula exibiu um jogo extremamente limpo, com pancadas precisas, em contraste com a evolução inconstante da sua adversária. O primeiro set decorreu sem sobressaltos para a sexta cabeça de série, mas no segundo Anisimova teve as suas oportunidades. Não as aproveitou, incapaz de mostrar o seu melhor ténis, nem no serviço, nem no fundo do court. Em vez disso, mostrou frustração e sinais de impotência.

Teve um break para 5-3, mas cedeu a vantagem de imediato. Após alguns jogos em que nenhuma das duas conseguiu manter o serviço, Jessica impôs-se no tie-break.

Para a jogadora de 31 anos, que já tinha estado nos quartos de final em Melbourne entre 2021 e 2023, defrontar compatriotas traz-lhe muito sucesso: venceu 14 dos últimos 15 jogos disputados. «Sim, aceito», disse a sorrir quando lhe foi comunicada esta estatística notável. «Tenho o direito de me gabar. É algo de que devo ter orgulho, especialmente perante as raparigas mais jovens. É como se estivesse a dizer: Ei, ainda não chegaram lá, ainda falta um pouco», acrescentou.

Billie Jean King ao lado de Sabalenka, vencedora do US Open 2024, e de Pegula, finalista vencida (Foto: @BillieJeanKing)

Até completar 30 anos, disputou seis quartos de final em torneios do Grand Slam, todos perdidos.

Jessica Pegula: “Acho que me tornei uma jogadora melhor”

«Quando penso noutros jogos dos quartos de final que perdi, sinto que não sei se estava realmente concentrada mentalmente», disse na conferência de imprensa. «Acho que estava feliz por ter chegado lá e depois acho que me coloquei demasiada pressão para chegar ao jogo seguinte», continuou.

«Mas acho que me tornei uma jogadora melhor, que sabe melhor como se comportar nesta situação. Acho que tenho mais ferramentas à disposição. Quando sentes que tens mais ferramentas à disposição quando estás em campo e as coisas não estão a correr muito bem, isso dá-te muita confiança», complementou Jessica.

«Quando sentes que estás impotente, como me senti em alguns dos quartos de final que perdi anteriormente, é frustrante, porque sentes que não podes fazer nada para virar o jogo. Simplesmente competes e esperas que algo mude. Em alguns desses jogos, senti que não fui a melhor jogadora durante todo o jogo. Tenho orgulho de mim, da forma como consegui melhorar constantemente», concluiu.

Confronto com Elena Rybakina nas meias-finais

A adversária nas meias-finais será Elena Rybakina de 26 anos e 5.ª WTA, que eliminou Iga Swiatek de 24 anos e 2.ª do mundo nos quartos de final. As duas já se defrontaram 6 vezes, com um confronto equilibrado de 3-3.

«Vai ser difícil. Quando alguém serve como ela, estará sempre lá, no jogo. E não apenas o serviço, mas também a resposta. Tem um jogo completo, um jogo de força. Encontrámo-nos recentemente no Torneio das Campeãs», recordou Pegula, derrotada na altura por 4-6, 6-4, 6-3. «Vou rever esse jogo, para ver se consigo mudar alguma coisa. Mas, sim, mais uma adversária de força, é algo comum hoje em dia».