Gonçalo Moreira é um dos destaques do Benfica B e da campanha encarnada na Youth League. Agora, chegou à Seleção de sub-21 - Foto: IMAGO

Sub-21: Freire explica chamadas de Gonçalo Moreira, Banjaqui e dos naturalizados

Selecionador apresentou lista com várias novidades, entre as quais os criativos do Benfica e do Wolverhampton e o extremo do Vitória de Guimarães

A Seleção Nacional de sub-21 vai defrontar o Azerbaijão e a Escócia na qualificação para o Europeu da categoria e, esta sexta-feira, Luís Freire anunciou uma lista de convocados com diversas novidades, entre elas Gonçalo Moreira e Daniel Banjaqui, jovens prodígios do Benfica, e Mateus Mané e Noah Saviolo, estreias absolutas nas seleções de Portugal.

O primeiro caso abordado foi o de Mateus Mané, polivalente médio do Wolverhampton. «Há sempre vontades que têm de se juntar. A grande vontade de querer jogar por Portugal e sentir o país no coração e o acreditarmos que pode ser uma mais-valia para nós. Essas duas vontades têm de estar presentes. Depois, há o nível burocrático, perceber se é possível chamá-los. E tudo se alinhou. Há uma grande vontade do Mateus Mané em representar a nossa Seleção portuguesa. Nasceu em Portugal, jogou no Barreirense e esteve cá 8 anos. Depois fui para Inglaterra. Sente o nosso país no coração, quer representar muito a nossa Seleção, neste caso nos Sub-21, e sentimos que, pelo momento de forma dele, era de aproveitar para trazê-lo para este espaço. É um jogador irreverente, que pode jogar na ala ou mais descaído para o meio. E é forte no um para um. O Mateus é português e quer jogar por Portugal», afirmou Freire, tocando, também em Saviolo, extremo luso-belga que tem estado em alta no Vitória de Guimarães.

«O pincipal mérito é os clubes apostarem nos jogadores. O Noah tem sido uma aposta regular no Vitória de Guimarães. Só dando essa projeção aos jovens é que conseguimos avaliá-los publicamente. O Diogo Monteiro também tem jogado regularmente no Arouca. O Saviolo tem gene português, os avós são portugueses. Ele podia ter optado pela Bélgica, mas o jogador sente que Portugal, onde joga há alguns anos, é o que lhe faz sentido. Quer representar a Seleção Nacional e, numa das perguntas que lhe fiz, disse que Portugal está no coração e é por Portugal que quer jogar. São pequenos passos que damos. São jovens e estão num determinado contexto. Querem muito sentir o nosso país e representar a nossa Seleção», prosseguiu o técnico das Quinas.

Quanto aos dois talentos saídos da formação do Benfica, Luís Freire convergiu na justificação, ainda que tenha falado individualmente de cada um deles.

«Antes de mais, quero dizer que estamos orgulhosos e felizes pelas idas do Rodrigo Mora e do Mateus Fernandes à Seleção A. a entrada do Gonçalo Moreira é um prémio justo para uma grande temporada. 19 golos e 10 assistências em várias competições... É muito golo e muita assistência. Tem características muito boas para ajudar-nos no jogo associativo, consegue fazer posições de construção e chegar com qualidade à área. Está a jogar regularmente no Benfica B, treina regularmente com a equipa principal e está na Youth League. Faz sentido trazê-lo e esperamos que nos ajude desde já», afirmou, sobre o médio-ofensivo que também pode atuar pelças alas.

Luís Freire referiu-se a Banjaqui como «um dos melhores laterais-direitos jovens que Portugal tem». «No caso do Banjaqui, a chamada também premeia um trajeto. Ainda há três dias foi o melhor em campo na Youth League, fez duas assistências e já se estreou na equipa principal do Benfica, onde teve rendimento alto nos minutos em que atuou. Além disso, teve o Europeu e Mundial de sub-17 no último ano. Temos de olhar para o futuro e criar mais soluções para mais posições. O Daniel é dos melhores jovens laterais portugueses e faz sentido trazê-lo», rematou o selecionador sub-21.