Sporting faz bem se regressar ao passado
Com ou sem Champions na próxima época, o Sporting vai à luta. Para já, apenas sondagens: Zalazar, Doumbia, Palhinha, Ba e Pedro Lima. Parece ser um regresso ao passado. Os leões contrataram, na época que ainda decorre, Alisson, Kochorashvili, Virgínia, Suárez, Vagiannidis, Ioannidis, Faye, Luís Guilherme e Mangas.
Excluindo o primeiro, que estava emprestado pelos brasileiros do Vitória ao UD Leiria, nenhum jogava em Portugal. Na época anterior, 2024/2025, o mesmo: Kovacevic, Rui Silva, Debast, Maxi Araújo, Harder e Biel. Todos jogavam fora de Portugal. Para 2023/2024, quase igual: Gyokeres, Hjulmand e Fresneda vindos de fora, Pontelo e Koindredi do mercado interno. Embora os dois últimos, sejamos justos e sinceros, quase não contem para o Totobola de contratações com cabeça, tronco e membros.
Agora, parece um regresso ao passado: só Doumbia joga fora de Portugal. Na primeira grande época sob a liderança de Frederico Varandas, o Sporting fez a diferença contratando em Portugal: Nuno Santos (Rio Ave), Matheus Reis (Rio Ave), Pedro Gonçalves (Famalicão), Paulinho (SC Braga) e Tabata (Portimonense). Ainda vieram Adán, Feddal, Porro e João Mário, mas foi a descoberta do mercado interno que catapultou os leões para o seu primeiro campeonato em 19 anos.
Claro que, nas últimas seis épocas, nem todos os contratados em Portugal eram trutas. Também houve erros como Gonçalo Esteves, Sotiris, Tanlongo, Rochinha, Arthur Gomes e os já referenciados Pontelo e Koindredi. Nem sempre se acerta a cem por cento. Como o FC Porto 2025/2026. O Benfica, por exemplo, por motivos diferentes, não teve de Sudakov, Sidny Cabral, Rafa e Manu Silva o rendimento que esperaria.
AA questão é o mercado. Ou antes: qual o melhor mercado? O nacional ou o estrangeiro? Gyokeres foi caro, veio de fora e mas tornou-se muito barato. Rúben Vinagre veio de fora e tornou-se caríssimo. Matheus Nunes veio do Estoril e foi baratíssimo. Pontelo? Caríssimo. Koindredi? Caríssimo. Paulinho? Barato. Hjulmand? Baratíssimo. Grimaldo? Baratíssimo. Tengstedt? Caro. Samuel Portugal? Hipercaro. Galeno? Barato. Nico González? Baratíssimo. Nakajima? Caríssimo. Ruben Amorim? Não há mais barato. João Pereira? Caro. Rui Borges? Barato. Farioli? Baratíssimo. Anselmi? Caro. Mourinho? Para já, caro. Mas pode tornar-se barato.
Agora, a três meses do início de 2026/2027, há muitos bons jogadores em Portugal e, presume-se, relativamente baratos. Aqui ficam dicas para os três/quatro grandes: Mathias Amorim, Luís Esteves, Murilo Souza, Lazar Carevic, Santi Garcia, Rodrigo Pinheiro e Yanis Begraoui. Com ou sem Champions, valem a pena. Claro que, daqui por um ano, podemos estar a falar de réplicas de Koindredi, Sidny Cabral ou Nakajima. Mas pelo menos não custam milhões. E são raros aqueles que falham, sendo contratados em Portugal...