Debast e Ibrahima Ba (IMAGO)
Debast e Ibrahima Ba (IMAGO)

Sporting e a novidade de jogar sem portugueses na defesa

Durante quase ano e meio, sempre com Rui Borges, os leões entraram em campo com Quaresma, Inácio ou Esgaio. E em mais de duas épocas só nove vezes tal aconteceu. Até ao jogo com o Alverca...

O Sporting leva cinco golos sofridos à terceira jornada: 2-2 com o Estrela da Amadora, 3-2 com o V. Guimarães e 3-1 com o Alverca. Não é um registo brilhante, apesar de os leões, nas últimas dez épocas, terem sofrido mais golos nas três primeiras jornadas de 2022/23 (6; 3-3, 3-0, 0-3) e de em 2018/19 e 2019/20 terem sofrido, tal como agora, golos em todos os três primeiros jogos (ambas com 1-1, 2-1, 3-1).

Na primeira jornada, ainda sem poder contar com o castigado Maxi Araújo, colocou Vagiannidis, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio e Rodrigo Dias como quarteto defensivo; na segunda, avançou com Vagiannidis, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio e Maxi Araújo. Em ambas, Fresneda substituiu Vagiannidis perto do final do jogo.

Com quatro golos sofridos nas jornadas de arranque, o treinador leonino decidiu que era altura de mexer na defesa para o jogo com o Alverca, nem que fosse apenas para agitar as águas da defesa, numa espécie de chicotada psicológica no setor.

E não se limitou a renovar o setor: revolucionou-o. Manteve Maxi no lado esquerdo da defesa, deu a primeira titularidade a Fresneda, dado que Vagiannidis saíra tocado do jogo com o V. Guimarães, mas, no eixo central, apareceram as novidades: Debast e Ibrahim Ba nos lugares de Eduardo Quaresma e Gonçalo Inácio.

O belga vinha de uma paragem competitiva de mais de três meses (jogo anterior: Sporting-V. Guimarães, 5-1, a 5 de maio de 2026) e o senegalês não jogava há quatro meses (jogo anterior: Estoril-Famalicão, 0-1, a 26 de abril de 2026), fazendo a estreia de leão ao peito. Era mesmo uma revolução made in Rui Borges.

É uma das maiores revoluções do treinador. Passando, desde logo, pelo facto de não haver qualquer português na defesa: Quaresma, Inácio ou o jovem Rodrigo Dias. Há quase ano e meio, desde o Sporting-Famalicão da ronda 26 de 2024/25, que o Sporting não apresentava uma defesa sem portugueses. Nesse jogo de 15 de março de 2025, Rui Borges colocou Fresneda, Debast, Diomande e Matheus Reis como suportes de Rui Silva.

Os leões disputaram, entretanto, 70 jogos e houve sempre, pelo menos, um português como titular: Quaresma, Inácio ou Esgaio. Ao 71.º jogo, surgiram Fresneda, Debast, Ba e Maxi. É algo tão raro que, nas últimas três temporadas, apenas aconteceu por nove vezes em 113 jogos: Debast-Diomande-Matheus Reis (seis jogos), Fresneda-St. Juste-Diomande-Matheus Reis (dois) e Fresneda-St. Juste-Diomande-Maxi (um).

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