Sporting: Catamo, o homem dos dérbis
Quando se fala em dérbis há um nome que é associado imediatamente: Geny Catamo. O extremo do Sporting ganhou rótulo de talismã pelas exibições em 2023/2024, no jogo da 28.ª jornada, em Alvalade, que os leões ganharam por 2-1, bisou: aos 46 segundos, após passe de Pedro Gonçalves, que roubou a bola a Bah, no flanco esquerdo, cruzou para a área e, ao segundo poste, Geny Catamo a marcar, rematou de primeira para o fundo das redes, e aos 90+2', na sequência de um canto, há um desvio e Catamo surgiu sozinho à direita, recebeu no peito e rematou de primeira, sem hipóteses para Trubin.
Depois, na estreia de Rui Borges no comando técnico do Sporting, na 16.ª ronda da Liga de 2024/2025, o Sporting ganhou ao Benfica, por 1-0, com Geny Catamo a assinar o tento da vitória, aos 28 minutos, após Tomás Araújo ter abordado mal o lance com Gyokeres, em que o sueco ganhou a linha e cruzou para a área, onde apareceu Catamo a rematar de primeira.
Nos restantes jogos em que defrontou os encarnados foi sempre titular. Em vésperas de um dérbi que, como todos os outros, se espera escaldante, com o Sporting sem margem de manobra para continuar na luta pelo tri e o Benfica a querer terminar em segundo lugar, Catamo atravessa excelente momento, é um jogador maduro e completo, com papel fundamental na manobra da equipa de Rui Borges.
«Estado emocional positivo»
A BOLA falou com a psicóloga Liliana Pitacho que explicou se o peso desse rótulo de talismã pode ser, ou não, benéfico no desempenho do camisola 10 do Sporting.
«Normalmente, quando os resultados anteriores são positivos para o atleta, o que acontece é um efeito positivo em termos de expectativa. Por outro lado, também pode sentir uma maior pressão por parte dos adeptos em relação ao desempenho», começou por dizer.
«Mas, em termos de níveis de ansiedade, de preparação para o jogo, tudo aquilo que o atleta sente é um estado emocional bastante positivo. Porque, muitas vezes, o nosso desempenho, a avaliação daquilo que pode ser o desempenho futuro, é baseado naquilo que é o desempenho passado. E tendo em conta que a história é positiva para o atleta, é claro que está mais confiante quando estes jogos acontecem. Terá mais auto-confiança, o que vai ajudar a quebrar alguns padrões de ansiedade prejudicial, aquele stress mais negativo, por vezes, pode acontecer neste tipo de jogo», acrescentou.
Mas, há sempre um mas: «Obviamente, consoante o que acontecendo ao longo do tempo de jogo pode, de certa forma, por exemplo, se não entrar muito bem, sentir alguma quebra, quase desânimo. Contudo, é sempre benéfico que a resiliência também esteja mais forte de acordo com aquilo que são resultados anteriores.»