Souleymane Faye está a adaptar-se aos leões - Foto: IMAGO
Souleymane Faye está a adaptar-se aos leões - Foto: IMAGO

Sporting: Borges dá (mais) atenção a Faye

Com uma razia no plantel face às 16 ausências nas seleções, treinador vai aproveitar esta paragem para moldar o extremo. Campeão africano de sub-20, tem 'skills' que o apontam como possível titular no futuro

Souleymane Mame Faye nasceu a 8 de fevereiro de 2003, em Dakar. Começou a jogar futebol nas ruas da capital senegalesa, com meninos da sua idade, desenvolvendo capacidades técnicas de forma autodidata antes de entrar para a Galaxy Football Academy.

Foi aí o momento de viragem na formação do extremo, quando a matéria-prima da rua começou a ser lapidada. A família, embora com poucos recursos, sempre o apoiou no ingresso na academia, acreditando que o futebol seria a forma de Faye mudar o destino de todos.

A polivalência — joga em ambas as alas —, velocidade, capacidade de drible no um para um e conduções de bola progressivas foram trunfos que sempre lhe foram atribuídos. Em 2022, mudou-se para Espanha, começou a jogar no Granada (juniores e equipa B), Talavera e Betis B, antes de se afirmar na elite do Granada, no ano passado, na segunda divisão espanhola, com presença em 21 jogos (19 no campeonato e dois na Taça do Rei), tendo marcado dois golos e feito seis assistências.

Luís Guilherme atento às indicações de Rui Borges - Foto: Miguel Nunes

Foi ainda peça importante na conquista do Campeonato Africano das Nações sub-20, em que marcou o primeiro golo na final, frente à Gâmbia (2-0), ajudando o Senegal a conquistar o primeiro título nesta categoria, tendo sido considerado o melhor em campo, algo que o deixou «orgulhoso» e «cheio de esperança para o futuro».

Encontrando inspiração na série de animação japonesa Anime, em que Faye identifica-se com a personagem Luffy, pela persistência e espírito de aventura, chegou ao Sporting no último mercado de transferências de inverno, assim como o brasileiro Luís Guilherme, outro extremo, cujo nível de entrosamento tem sido diferente e já soma mais minutos do que o senegalês.

Evolução a nível tático

Faye soma apenas 134 minutos em competição, repartidos por sete jogos. Visto como uma aposta de futuro, Rui Borges pretende ver o africano a evoluir a nível tático e mais envolvido nas manobras da equipa, que seja capaz de participar na construção, pressionar alto e fechar linhas em organização defensiva.

Por estes dias, com o plantel leonino ceifado pelas seleções nacionais — são 16 os jogadores ausentes — o treinador vai dar mais atenção a Faye, no sentido de lhe passar diretrizes para que o extremo consiga assimilar mais rápido as ideias de jogo do coletivo e aquilo que a equipa técnica pretende que faça no terreno.

O jovem, sabe A BOLA, tem estado bastante recetivo ao que lhe é pedido, esforçado e com ganas de mostrar que tem capacidade para, em tempo próximo, poder ser opção com mais frequência nas escolhas de Rui Borges, que já afirmou: «Tanto ele como o Luís Guilherme são jogadores para o futuro, porque acreditamos no potencial de ambos.»