Com o 7 nas costas, Quenda viu o azar bater-lhe a porta - Foto: IMAGO
Com o 7 nas costas, Quenda viu o azar bater-lhe a porta - Foto: IMAGO - Foto: IMAGO

Sporting: afinal Quenda também não escapou à maldição

Desde a saída de Figo, no verão de 1995, que a camisola 7 do Sporting dá má sorte a quem a veste. Ala não teve receio de a assumir no início da época mas o azar bateu-lhe à porta: três meses de paragem

Quando a meio de julho o Sporting anunciou renumeração no plantel, nomeadamente entregando o 10 a Geny Catamo e o 7 a Quenda, as reações dos adeptos não tardaram. Ninguém queria ver o ala com o maldito nas costa na última época de leão ao peito antes de rumar ao Chelsea que, recorde-se, comprou o passe do esquerdino por €50,7 milhões, aos quais se poderá somar um bónus até 1,35 milhões por objetivos, deixando o extremo ficar em Alvalade até ao verão deste ano. E a malapata cumpriu-se...

Quenda lesionou-se no dérbi com o Benfica, disputado no passado dia 5 de dezembro, na Luz, tendo fraturado o quinto metatarso do pé direito, situação que o levou a viajar até Londres, onde foi submetido a intervenção cirúrgica. Segue-se período de recuperação na capital inglesa, em articulação entre Chelsea e Sporting, estando previsto que o regresso aos relvados aconteça em março.

Legado de Figo

Recuando no tempo, mais concretamente ao verão de 1995, quando Luís Figo saiu de Alvalade para o Barcelona, marcou o início da maldição que, pelos vistos, não tem fim à vista. Figo foi o mais histórico dono da camisola com um dos números míticos do futebol — no quotidiano representa a perfeição, com ligações espirituais e outras coincidências (ou não): são sete os dias da semana, sete cores do arco-íris, sete notas musicais, sete pecados mortais e sete maravilhas do Mundo. Mas, em Alvalade a aura deste dígito é negra.

Luís Figo envergou a camisola 7 em 1992-93 e 1994-95 (A BOLA)
Luís Figo envergou a camisola 7 de 1992-93 a 1994-95, embora na altura os números não fossem fixos (A BOLA)

As vítimas do 7

Após a já referida saída de Figo para Espanha, foram 13 os que envergaram a mítica camisola 7, sendo que praticamente todos foram vítimas de graves lesões. Sá Pinto foi herdeiro, seguindo-se Iordanov (usou-o em 1996/1997 antes de adoptar o 10 e depois o 9), Leandro Machado (1998/1999), Delfim (1999/2000), Niculae (2021-2023 na última época como leão usou o 10), Izmailov (2007-2011), Bojinov (2011/2012), Jeffrén (2012-2014), Shikabala (2014/2015), Joel Campbell (2016/2017), Rúben Ribeiro (2017/2018), Rafael Camacho (2019/2020) e Tabata (2020-2022).

Enquanto jogador do Sporting, Delfim, que usava o 7, foi operado duas vezes ao joelho direito - Foto: A BOLA
Enquanto jogador do Sporting, Delfim, que usava o 7, foi operado duas vezes ao joelho direito - Foto: A BOLA

Diga-se, ainda, que em nove épocas, nomeadamente em 2003/ 2004, 2004/2005, 2005/2006, 2006/2007, 2015/2016, 2018/2019, 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025, ninguém utilizou o número 7.