Sporting acaba com o reinado do Palma e sagra-se campeão europeu!

Leão cheio de personalidade colocou ponto final no reinado do tricampeão europeu; Diogo Santos (marcou e foi expulso) e Zicky Té em destaque; Cavalcanti foi muralha difícil de ultrapassar

O leão voltou a rugir na Europa do futsal e a levantar o troféu mais importante de clubes do Velho Continente! Arrebatou com todo o mérito e justiça a terceira Champions da sua história, perante o adversário mais temível dos últimos tempos, um Palma tricampeão europeu que perseguia inédito póquer na competição e que Nuno Dias, antes da partida, descrevia como um gigante da modalidade.

Pedia-se, pois, um Sporting à altura desse gigante. Mas os leões fizeram mais do que isso, reduziram o gigante a uma pequenez que poucos se atreveriam a antecipar antes do apito inicial.

Com competência para dar e vender desde o primeiro segundo em todos os momentos do jogo, o Sporting carregou desde cedo, só teve olhos para a baliza de Dennis Cavalcanti — foi o único verdadeiro gigante da turma espanhola... —, criou as primeiras chances e só precisou de quatro minutos para inagurar o marcador.

Bernardo Paçó, a provocar constantes desequilíbrios com as subidas na quadra, sempre à procura de espaços (que muitas vezes encontrou) para fuzilar a baliza do homólogo do Palma, deu a bola a Diogo Santos, que disparou para o 1-0 dos leões.

A vantagem já se justificava nesta altura e o golo galvanizou a turma de Nuno Dias, que continuou na mesma toada. A pressão alta sobre a primeira fase de construção do Palma foi rendendo frutos, tolhendo as opções dos espanhóis no ataque, muitas vezes forçados a jogo mais direto que o Sporting controlava sem dificuldades.

O problema? Dennis Cavalcanti. O internacional canarinho ergueu muralha entre os postes (Sporting fez 25 remates enquadrados, quase todos defendidos...) e foi adiando o mais que pôde o segundo golo dos leões, mantendo o Palma sempre a um golo do empate.

O domínio do Sporting só caiu na reta final da primeira parte, com a expulsãpo de Diogo Santos aos 19', após o segundo cartão amarelo. Com 4x5, o Sporting aguentou até ao descanso. E também segurou o ímpeto do Palma nos segundos iniciais da segunda parte. Os espanhóis entraram com maior intensidade, mas o filme continuou a ser o mesmo: poucas ou nenhumas chances, precipitação no remate, falta de paciência junto à baliza do Sporting, ao passo que do lado oposto Cavalcanti ia dando espetáculo entre os postes (muita bolada levou aquele corpinho...).

Os minutos foram avançando, sempre com o 1-0 a teimar no marcador, até que, aos 36 minutos, o Palma arriscou no 5x4. E sofreu o segundo golo... Chiskhaka fez pressão sobre Fabinho e provocou erro que fez Alisson Santos fazer autogolo, com tentativa de corte a fazer a bola encaminhar-se na direção da escancarada baliza do Palma. 2-0 e... game over!

O Palma esteve perto de reduzir, depois viu Chishkhala acertar chapelada do meio da rua na barra, aos 39', e festejou logo a seguir a terceira Liga dos Campeões da história, também a terceira sob o comando de Nuno Dias.

Afinal, acabar com a hegemonia do Palma pareceu bem menos difícil do que se antevia. Mas porque o verdadeiro gigante, afinal, foi o Sporting, que conseguiu assim vingar as derrotas sofridas em 2023 e no ano passado.

Os leões fizeram guarda de honra ao Palma na hora das medalhas e depois levaram ao rubro os adeptos presentes em Itália, com os quais festejaram efusivamente.

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