Southgate descarta Man. United: «Não tenho paixão para treinar na Premier League»
Sir Gareth Southgate colocou um ponto final nos rumores que o ligavam ao cargo de treinador do Manchester United, afirmando que, de momento, não tem qualquer interesse em regressar à Premier League.
O antigo selecionador de Inglaterra, de 55 anos, está afastado do futebol desde que deixou o comando técnico da seleção em julho de 2024, após a derrota na final do Euro 2024 com a Espanha. Desde então, tem-se dedicado a projetos empresariais e prepara-se para apresentar um programa de televisão.
Numa entrevista recente ao podcast The Football Boardroom, Southgate foi claro quanto ao seu futuro. «Não tenho paixão para ir simplesmente treinar na Premier League», afirmou, descartando um regresso iminente aos bancos.
O nome de Southgate já tinha surgido como um possível sucessor de Ruben Amorim, despedido do Manchester United no mês passado. O clube nomeou Michael Carrick como treinador interino até ao final da época e contratou Steve Holland, antigo braço-direito de Southgate na seleção, como um dos seus adjuntos. No entanto, um reencontro da dupla em Old Trafford está fora de questão.
Southgate recordou a sua passagem pelo Middlesbrough para justificar a sua posição. «Fiz isso aos 35 anos, terminei em 11.º, 12.º. Quem está nessas posições agora, talvez o Bournemouth, o Brighton? Tive um dos maiores cargos do futebol mundial, por isso fui mimado. Noites grandiosas, a trabalhar com jogadores excecionais. Sem interferência do proprietário», atirou.
O técnico reconheceu também a perceção pública que o acompanha, nomeadamente a de que não conquistou títulos com a Inglaterra, o que poderia complicar a sua contratação por um grande clube. «A parte que, externamente, as pessoas dizem é: 'bem, ele não ganhou'. Então, como se prova que se pode ganhar? É preciso ir para um desses grandes clubes», explicou.
«Acho que poderia ter feito um trabalho melhor do que algumas pessoas que estiveram nesses clubes recentemente? Acho que sim, mas já falámos da bagagem que vem comigo como contratação, se fores um proprietário. E há uma realidade em torno disso, consigo perceber qual é esse ruído. É essa parte que me torna potencialmente uma contratação complicada para um clube», justificou.
Southgate reiterou que o seu foco não está no futebol de clubes nem em assumir outra seleção nacional. «Clube? Honestamente, não é o que procuro fazer», confirmou. «Agora, dois anos depois de deixar a Inglaterra, não procuro ativamente um cargo de treinador. Se aquela final do Europeu foi o fim [no treino], não me preocuparia com isso. Porque há outros 15/20 anos da minha vida pela frente e estou entusiasmado com um vídeo diferente, um filme diferente, uma parte diferente da minha vida», concluiu.