Folarin Balogun, avançado da seleção dos EUA - Foto: IMAGO

Só pode ser convocado por culpa da companhia aérea

Folarin Balogun nasceu nos EUA por acaso e isso valeu-lhe o bilhete para o Campeonato do Mundo

Olhando para a realidade atual dos EUA é fácil de perceber que com Donald Trump na presidência, nunca Folarin Balogun poderia ter nascido em solo norte-americano.

É que se neste momento os estrangeiros são expulsos do país, foi precisamente porque a mãe, nigeriana, ficou retida por razões de segurança, que Mauricio Pochettino ganhou uma opção de qualidade para o ataque.

Foi um mero acaso que fez com que o jogador do Mónaco nascesse nos EUA, país que escolheu representar, depois de ter sido internacional até aos sub-21 por Inglaterra.

Era em terras de Sua Majestade que os pais de Balogun moravam em 2001, quando decidiram fazer umas férias em Nova Iorque. E seria em solo britânico que o avançado nasceria, caso a companhia aérea não tivesse recusado o embarque da progenitora quando os pais tinham programado regressar a Londres, perto dos sete meses de gestação.

É, portanto, por culpa do destino - e das regras da aviação comercial! - que o local de nascimento de Folarin é Brooklyn. E foi o facto de ter passado ali o primeiro mês de vida que lhe abriu as portas do Mundial.

É que quando foi confrontado com o interesse dos três países que podia representar, o então jovem jogador da academia do Arsenal seguiu o instinto da mãe.

«Era o destino. Ter viajado para os EUA e ele ter nascido lá foi algo que me marcou muito. Mesmo quando nem pensávamos ainda que ele teria de optar por uma seleção, eu já achava que ele devia representar o país onde nasceu».

25 anos depois, Balogun, que, entretanto, soma oito golos em 25 jogos pela seleção norte-americana, terá o desejo de voltar a prolongar a estadia no país. É que se os EUA ultrapassarem a fase de grupos, na qual defrontam Paraguai, Austrália e Turquia, Balogun pode celebrar o aniversário no país onde nasceu por culpa de uma companhia aérea.

 Este artigo partiu do perfil de Folarin Balogun que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.

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