'Citizens' estavam a ganhar por 1-0 ao intervalo, mas, em 13 minutos de pesadelo, o Everton virou para 3-1. Haaland respondeu e golaço de Doku salvou um ponto na compensação. #DAZNPremier

Só o Arsenal terá ficado feliz com a loucura que foi o Everton-Man. City (crónica)

Everton e Manchester City empataram a três bolas em Liverpool, com quatro deles a surgirem no espaço de um quarto de hora e o final a salvar um ponto ao cair do pano

E... respira! Quem estava a ver a primeira parte não acreditava na forma que este jogo iria acabar, mas a verdade é que o Everton-Manchester City teve seis golos, quatro deles no espaço de apenas um quarto de hora, além de erros inacreditáveis, grandes defesas e golaços. No fim, nenhuma das duas equipas saiu satisfeita e viu os seus respetivos objetivos ficarem mais longe.

A precisar de ganhar para não deixar o líder Arsenal escapar, a formação de Guardiola dominou os primeiros minutos com uma posse de bola avassaladora (90% até aos 15'). O problema é que a pontaria não estava nada afinada, que o digam Semenyo e Cherki. Por outro lado, o adversário estava apenas preocupado em defender e aproveitar os erros que apareciam à frente.

Sem Rúben Dias, lesionado, mas com Matheus Nunes e o capitão Bernardo Silva, que chegou aos 300 jogos na Premier League, os citizens foram os primeiros a marcar, e justamente, mas foi preciso um momento genial de Doku para desbloquear o nulo. Até então, o belga estava a merecer o estatuto de melhor em campo, ao criar constantemente jogadas de perigo, mas, ao ver que não eram concretizadas, teve de assumir a responsabilidade.

Em cima do intervalo, os toffees poderiam ter ficado em apuros, mas o VAR concordou a decisão do árbitro em mostrar o cartão amarelo a Keane por uma entrada duríssima sobre o autor do golo. Na segunda parte, Donnarumma começou a disputar o prémio de melhor em campo com Doku, fazendo duas defesas complicadas aos remates de Ndiaye, o segundo com erro de Matheus Nunes, mas nada poderia fazer no 1-1.

Num lance que pode muito bem ter custado uma Premier League, sem pressão quase nenhuma e com todo o espaço do mundo, Guéhi atrasou a bola para o guarda-redes, mas com tão pouca força que Barry chegou primeiro e só teve de encostar. Este golo mudou tudo, a equipa sentiu e, numa bola parada, sofreu logo de seguida a reviravolta. Canto de Garner e cabeçada de O'Brien para o 2-1.

Parecia que o pior já tinha passado, que viria a reação dos forasteiros, mas, em contra-ataque de Rohl, Barry bisou e provocou a euforia no Estádio Hill Dickinson.

Estava feito o 3-1, dois golos de diferença que prometiam mais estabilidade no encontro, mas esqueceram-se do fator Haaland. A resposta foi imediata e, segundos depois do pontapé de saída, o norueguês apareceu sozinho na cara de Pickford e fez um belo chapéu. Alguns adeptos até já iam sair do estádio, mas, ao ouvirem os gritos de golo, regressaram e acreditaram, pelo menos, no empate.

Demorou, mas foi isso que aconteceu e no último lance do jogo. Num canto, com Donnarumma a subir à área oposta, a bola sobrou para a entrada da área e nenhum jogador do Everton aprendeu com o lance da primeira parte. Pareceu repetição, mas não foi e Doku marcou mais um golaço, salvando um ponto importante para o City.

Faltam apenas três jornadas para o fim da Premier League e o Manchester City deixa de estar dependente de si próprio para se sagrar campeão inglês. Se vencer o jogo em atraso, fica a dois pontos do líder Arsenal, enquanto o Everton iguala o Chelsea no nono lugar, mas perde a oportunidade de ficar a apenas dois pontos do sexto, que até pode dar Champions.

A iniciar sessão com Google...