Serena Williams num regresso a Wimbledon, contra Maya Joint, abaixo do desejado    Fotografia Imago
Serena Williams num regresso a Wimbledon, contra Maya Joint, abaixo do desejado Fotografia Imago

Serena Williams sem ritmo para Maya Joint em Wimbledon

A realidade na relva do court central foi pesada para a supercampeã norte-americana frente a uma adversária que não vencia no circuito principal desde janeiro. Ainda voltará em pares ao lado da irmã Venus

O regresso de Serena Williams a Wimbledon, quatro anos depois, terminou com uma derrota frente à australiana Maya Joint, número 87 do WTA, pelos parciais de 6-3, 6-7 (6) e 6-3, numa partida que durou 2.22h.

A norte-americana, de 44 anos, que havia recebido um wild card para competir em singulares, não conseguiu superar a jovem de 20, evidenciando os efeitos da longa inatividade desde o US Open de 2022. Foi a sua quarta derrota consecutiva em Wimbledon, onde não vence um encontro desde as meias-finais de 2019. Nos anos anteriores, foi eliminada por Aliaksandra Sasnovich (2021) e Harmony Tan (2022).

Apesar do seu impressionante palmarés, com sete dos seus 23 títulos de Grand Slam conquistados no All England Club, Serena revelou dificuldades em adaptar-se à crescente velocidade do ténis moderno. A sua pancada revelou-se menos intensa e a movimentação lateral, nunca sendo o seu ponto forte, foi explorada pela adversária.

Maya Joint, por sua vez, não se deixou intimidar pelo estatuto da adversária nem pelo palco da Catedral do ténis. A australiana, que não vencia no circuito principal desde janeiro e acumulava dez derrotas consecutivas, mostrou grande resiliência. Depois de desperdiçar um ponto de encontro no tie-break do segundo set, recuperou de uma desvantagem de um break no terceiro parcial para selar a vitória.

A partida, disputada sob o teto retrátil do court central devido à necessidade de iluminação artificial, contou com a presença do marido, das duas filhas e da irmã de Serena, Venus Williams, com quem irá competir em pares. No camarote de Joint esteve Sam Stosur, capitã da seleção australiana.

Curiosamente, a atual treinadora de Serena, Rennae Stubbs, é também australiana. Joint, nascida nos Estados Unidos de pai australiano e mãe alemã, optou por representar a Austrália.

No final do encontro, a jovem vencedora mostrou-se incrédula com o feito. «Não sei o que dizer, não sei o que aconteceu», afirmou Joint, admitindo que não dormiu bem na noite anterior por ter de defrontar uma lenda. A australiana irá agora defrontar a filipina Alex Eala (32.ª) na segunda ronda.

Nos homens, o italiano Mateo Berretini (51.º ATP) garantiu a passagem à segunda ronda do torneio de Wimbledon, batendo o suíço Stan Wawrinka (109.º), de 41 anos, em quatro sets, com parciais de 6-7 (7-9), 7-6 (18-16), 7-6 (9-7) e 7-6 (7-5) que tiveram a particularidade de todos terem sido decididos no tie-break, num jogo muito equilibrado que durou 4.16h.

Depois de travar Wawrinka, que ficou de fora da disputa de o único grand slam que ainda não conquistou e do qual se despediu, Berretini, de 30 anos, vai defrontar o francês Arthur Fils (24.º), que eliminou o belga Raphael Collignon (43.º), por 3-0 (7-6, 6-6 e 6-6).

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