Pape Thiaw - Foto: IMAGO

Senegal despede selecionador após eliminação do Mundial

Pape Thiaw liderava o conjunto africano desde dezembro de 2024

A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) anunciou o despedimento do selecionador Pape Thiaw, na sequência da eliminação da equipa nos 16 avos de final do Campeonato do Mundo de 2026.

A decisão, segundo a FSF, foi tomada «após uma avaliação aprofundada dos resultados desportivos e das perspetivas da seleção nacional», tendo sido considerada a melhor opção «no interesse do futebol senegalês».

A eliminação do Mundial aconteceu de forma dramática. Nos 16 avos de final, os Leões da Teranga chegaram a estar a vencer a Bélgica por 2-0, mas permitiram a recuperação do adversário, que empatou com dois golos tardios e acabou por vencer por 3-2, graças a uma grande penalidade convertida no prolongamento.

A campanha do Senegal na fase de grupos foi irregular. A equipa, orientada por Thiaw desde dezembro de 2024, sofreu derrotas nos dois primeiros jogos, contra a França e a Noruega. No entanto, uma goleada por 5-0 sobre o Iraque na última jornada garantiu a qualificação para a fase a eliminar como um dos melhores terceiros classificados.

A saída do selecionador surge também num clima de alguma tensão interna. Após a eliminação, o médio Pape Gueye declarou que iria fazer «uma pausa» da seleção enquanto a atual equipa técnica se mantivesse em funções.

Recorde-se que a seleção senegalesa chegou ao Mundial de 2026 envolta numa polémica relacionada com a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2025. O Senegal perdeu o título, conquistado em campo, após uma decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF).

Na final da CAN, em janeiro, Pape Thiaw, então protagonista principal da controvérsia, ordenou que a sua equipa abandonasse o relvado depois de Marrocos beneficiar de uma grande penalidade nos descontos. Os jogadores acabaram por regressar após uma interrupção de cerca de 17 minutos. O penálti de Brahim Díaz foi defendido e Gueye marcou o golo da vitória no prolongamento.

Contudo, em março, a CAF revogou o resultado da final devido ao abandono de campo do Senegal, declarando Marrocos como campeão. O Senegal recorreu da decisão para o Tribunal Arbitral do Desporto, na esperança de reaver o título.

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