Celeste Amarilla alega que teve a sua conta hackeada - Foto via Instagram (celestesenadora)
Celeste Amarilla alega que teve a sua conta hackeada - Foto via Instagram (celestesenadora)

Senadora paraguaia que insultou Mbappé alega ter conta de Instagram pirateada

Anúncio surge em plena investigação por insultos a Mbappé

A senadora paraguaia Celeste Amarilla, que se encontra sob investigação em França por insultos racistas dirigidos a Kylian Mbappé, anunciou esta quinta-feira que a sua conta na rede social Instagram foi pirateada.

Através de uma publicação na plataforma X, a política do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) alertou os seguidores para a situação. «Comunico que piratearam a minha conta no Instagram, possivelmente desde esta manhã. Portanto, não sou responsável por nada do que for publicado a partir de hoje», escreveu, acrescentando que já está a tomar «as medidas necessárias» para a sua proteção e a dos seus seguidores.

Recorde-se que a polémica surgiu após Amarilla ter publicado, também no X, uma mensagem ofensiva contra o avançado francês. Na publicação, referiu-se a Mbappé como um «camaronês colonizado» que se finge de «francês durão», mas que é «ressentido, novo-rico, arrogante e feio».

As declarações geraram uma onda de indignação tanto no Paraguai como a nível internacional. No seu país, o presidente do Congresso, Basilio Bachi Núñez, e o líder da bancada Honor Colorado no Senado, Natalicio Chase, classificaram os comentários como racistas e xenófobos. O próprio governo paraguaio emitiu uma nota oficial de repúdio.

A repercussão estendeu-se a organismos internacionais, com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos a manifestar apoio ao jogador e a condenar as palavras da senadora, descrevendo-as como «racistas» e «desprezíveis».

O próprio Kylian Mbappé reagiu às ofensas, descrevendo a senadora como uma «mulher desprezível e indigna do cargo». O internacional francês afirmou ainda que Celeste Amarilla «não representa o Paraguai» e que a sua «imprudência e racismo descarado» mancharam a campanha da seleção sul-americana no Mundial.

Na sequência do incidente, a Federação Francesa de Futebol (FFF) apresentou uma queixa formal, considerando as declarações «aberrantes e inaceitáveis» e defendendo a instauração de medidas judiciais. Em paralelo, uma unidade especializada no combate ao ódio online, sediada em Paris, está a conduzir uma investigação por injúria racial.

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