Diogo Braz, presidente da FADU, com Cláudia Sarrico, secretária de Estado do Ensino Superior (DR)
Diogo Braz, presidente da FADU, com Cláudia Sarrico, secretária de Estado do Ensino Superior (DR)

Seis em cada dez faculdades portuguesas não têm instalações para prática desportiva

Estudo da FADU revela «cenário muito preocupante»

Um estudo apresentado esta terça-feira pela FADU (Federação Académica do Desporto Universitário) revela que seis em cada dez faculdades portuguesas não têm instalações para prática desportiva.

O «Estudo de Diagnóstico do Desporto Universitário nas Instituições de Ensino Superior em Portugal» indica ainda que 89% destes estabelecimentos de ensino estão dependentes de parcerias externas para oferecer prática desportiva aos alunos. Uma radiografia que, de acordo com a FADU, comprova «carência estrutural severa, dependência crítica de parcerias externas, défice de financiamento e desalinhamento com as melhores políticas europeias de promoção do Desporto e de saúde mental».

«Estamos perante um cenário muito preocupante, que evidencia um atraso estrutural significativo do desporto universitário português face a outras realidades europeias», referiu Diogo Braz, presidente da FADU. «Acresce ainda a perceção de subfinanciamento, com impacto direto na qualidade e desenvolvimento da oferta, bem como a falta de prioridade estratégica atribuída ao desporto, ainda pouco refletida nas decisões institucionais. Este estudo é, por isso, não apenas um diagnóstico, mas um ponto de partida para a construção de soluções», acrescentou ainda o dirigente, que defende uma nova visão e implementação de medidas de apoio urgentes.

Presente na cerimónia, a secretária de Estado do Ensino Superior olha para o estudo «como ponto de partida para ver o copo meio cheio», desde logo o aumento do número de estudantes universitários que praticam desporto. «Devo dizer, por exemplo, relativamente a não haver infraestruturas desportivas próprias, isso não me preocupa tanto. O que eu acho é que deve haver acesso e, quando não há acesso, é ver se isso passa por infraestruturas próprias ou por colaboração», concluiu Cláudia Sarrico.