Schjelderup fica no Benfica, Marco Silva tem novo desafio: é possível fazê-lo feliz?
Andreas Schjelderup atravessa momento discreto no Benfica, depois de oito jogos e de utilização reduzida, dado que sete deles acabaram por permitir-lhe apenas ser suplente utilizado. São, pois, 248 minutos em campo e apenas uma titularidade e um golo.
Marcou e fez uma assistência diante do Hearts, na Luz, a 6 de agosto, na primeira mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa (goleada das águias, por 6-1), entrou de início no duelo europeu com os escoceses uma semana mais tarde (79 minutos em campo) e foi tudo.
O extremo norueguês de 22 anos estará a pagar a fatura do regresso tardio do Mundial, mas, ao mesmo tempo, do excelente momento de Prestianni e da preferência de Marco Silva, treinador dos encarnados, por apostar no argentino à esquerda, o que constitui novidade em relação a José Mourinho e tem funcionado muito bem.
Marco Silva, aliás, mudou de tom na conferência de Imprensa de antevisão da partida com o Estoril quando questionado com a pouca utilização de Kaminski, perguntando aos jornalistas se desejavam que tirasse Prestianni para colocar em campo o polaco. A verdade é que Schjelderup está a sofrer do mesmo mal que Kaminski, vivendo à sombra do grande momento de Prestianni.
É fácil compreender as razões que conduzem ao presente discreto de Schjelderup no Benfica, mas também não é difícil antecipar que o norueguês não estará muito feliz com a situação e que desejará uma mudança rápida, depois de ter regressado à Luz em grande, após bela participação pela Noruega no Mundial, e não ter deixado a Luz.
Schjelderup era, no final de julho, o ativo mais mediático dos encarnados, o nome que dominava o mercado, o jogador que os benfiquistas receavam perder e que tinha rótulo de pelo menos €40 milhões. Marco Silva contava, e contará seguramente, com o internacional norueguês, parceiro privilegiado de Erling Haaland no último Mundial, e estará a saborear a notícia de que o norueguês permanece, dado que as principais ligas já encerraram a sua janela de mercado.
O desafio será agora menos financeiro e mais humano, para que Schjelderup se mantenha competitivo e feliz, totalmente focado e aberto a aceitar a negociação de um novo contrato com o Benfica. Muita coisa mudou para o extremo num curto espaço de tempo e o período de influência do regresso tardio do Mundial, que justificaria a ausência da equipa, já lá vai. Schjelderup está a viver, com um estatuto diferente, é verdade, situação que bem conhece, de necessidade de afirmação e de falta de espaço na equipa titular.
A temporada é longa, Marco Silva terá os seus planos para o jogador e para a equipa, mas este sábado, na Madeira, com o Marítimo, Prestianni será o extremo-esquerdo, se nada de anormal acontecer.