Santiago Giménez fala à FC Porto: «Farioli assegurou que me queria ter no plantel»
O FC Porto apresentou Santiago Giménez como reforço, esta segunda-feira, e o avançado já falou... à dragão.
Em declarações aos meios azuis e brancos, o internacional mexicano detalhou os contornos da conversa que teve com Francesco Farioli e revelou, também, que entrou em contacto com alguns dos novos colegas de equipa e com ex-portistas.
«Tive a oportunidade de falar com ele [Farioli] a certo ponto da negociação e assegurou que me queria ter no plantel. Disse-me algo muito importante: que este é o melhor grupo de que já fez parte, que é uma autêntica família. Isso é muito importante na hora de tomar uma decisão. Só penso em acrescentar algo a este grupo e quero que os meus colegas saibam que agora têm mais um irmão na família», afiançou Giménez.
«Falei com muitos antigos colegas que passaram pelo FC Porto. O primeiro foi o Inbeom Hwang, que atualmente faz parte do plantel. Falei também com o Eustáquio, com quem joguei no Cruz Azul, com o Igor Lichnovsky, que é um grande amigo que também já jogou aqui, com o Miguel Layún, com o Jorge Sánchez e com o Héctor Herrera. No Milan fui treinado pelo Sérgio Conceição, tenho muitas relações indiretas com o FC Porto e todos me disseram o mesmo, que é uma equipa incrível, que a cidade é fantástica e que as pessoas são fabulosas. Por isso, quando me ligaram do FC Porto, não pensei duas vezes e disse aos meus agentes que queria vir», vincou o ponta de lança, de 25 anos.
«Sinto que posso acrescentar ao FC Porto uma mistura da garra mexicana e argentina. É algo com o qual me identifico, jogo com essa paixão e quero contagiar os meus colegas com esta paixão que tenho. Eu sei que o FC Porto também a tem, então cabe-me apenas acrescentar ainda mais e trazer muito amor e carinho. Quero ser um irmão para os meus companheiros e para toda a família portista. Vi todos os jogos do FC Porto nesta temporada e felizmente ganharam todos. Tinha muita vontade de vir para cá», reiterou 'Santi', como também é conhecido. E deixou uma garantia aos adeptos: «Prometo dar tudo por este clube, serei um jogador que, cada vez que jogar, vai estar sempre com a chama acesa. Juntos vamos conseguir atingir feitos importantes.»
Giménez fez, também, uma espécie de autorretrato: «A minha principal mais-valia é marcar golos. Gosto muito da sensação de permitir aos adeptos celebrarem golos, foco-me muito nisso. Além disso, sou um jogador veloz, potente e que gosta muito de explorar as costas da defesa. (...) Foi uma decisão muito importante, porque quero continuar a escrever a minha própria história e a sentir-me importante. Ao longo da carreira, sempre joguei em grandes equipas e o FC Porto é mais uma delas. É uma etapa que vai acrescentar muito ao meu trajeto. Quero muito criar uma grande química com a equipa e com os adeptos para continuar a crescer e a ganhar mais troféus. É muito bom estar aqui.»
Esta terça-feira, o internacional mexicano apresenta-se ao serviço no CTFD Jorge Costa, juntando-se aos novos companheiros de equipa no treino matinal.
Mais declarações de Santiago Giménez
Primeiras sensações: «Estou muito feliz. As minhas primeiras sensações são fantásticas. Já vi o Estádio do Dragão e a cidade, impressionou-me muito. Estou encantado com o que vi até agora e é apenas o primeiro dia.»
Jogou ao lado do pai: «Isso aconteceu num jogo amigável. Joguei ao lado do meu pai, que ainda era jogador do Cruz Azul. Foi algo único e incrível que nunca me havia passado pela cabeça. Passei de jogar PlayStation com ele a jogar ao seu lado na vida real, foi incrível.»
Experiências anteriores na Europa: «Sem dúvida que as experiências passadas me prepararam para chegar aqui. Todos puderam ver o meu crescimento no Cruz Azul e a recompensa que tive dessa mesma evolução no Feyenoord. No Milan não estive ao nível que gostaria, mas foram anos de muita aprendizagem. Agora vou combinar toda essa experiência. Sinto-me uma nova pessoa e esta é uma nova oportunidade. Tenho muita fome e um fogo interno, aqui quero demonstrar aquilo de que sou feito.»
Espírito portista: «O espírito da equipa é algo que me impressiona muito. Tenho um lema, que é jogar sempre com a chama acesa. É assim que eu vejo o FC Porto. Como uma família, como uma equipa que treina e joga sempre com a chama acesa. Desde a primeira conversa que tive com ex-companheiros que jogam aqui no FC Porto, todos disseram que a equipa é uma família e que as pessoas gostam que os jogadores deem tudo em campo, ainda mais do que apenas marcar golos. Eu quero dar a vida pelo FC Porto, vou deixar tudo em campo e quero aproveitar esta grande oportunidade que estou a ter. Os adeptos são muito apaixonados pelo clube. A exigência no FC Porto é muito alta, disseram-me que a prioridade tem de ser ganhar campeonatos e que este estádio e esta cidade são muito acolhedores. Ouvi a palavra família muitas vezes durante este período e isso foi algo que me agradou bastante.»