Sandra Madureira foi expulsa de sócia do FC Porto — Foto: D. R.
Sandra Madureira foi expulsa de sócia do FC Porto — Foto: D. R.

Sandra Madureira move ação contra o FC Porto e pede 30 mil euros

O processo da mulher de Fernando Madureira contra os azuis e brancos deu entrada no dia 12 de maio e foi distribuído no dia seguinte, 13 de maio, por sorteio, ao Juízo Local Cível do Porto, Juiz 2

Sandra Madureira, mulher de Fernando Madureira, antigo chefe dos Super Dragões condenado no âmbito da Operação Pretoriano, avançou com uma ação cível contra o FC Porto, reclamando o pagamento de 30 mil euros. A ação tem como finalidade reverter a sua expulsão como sócia do clube, solicitando, cumulativamente, uma indemnização.

O processo deu entrada no dia 12 de maio, sendo distribuído no dia seguinte, 13 de maio, por sorteio, ao Juízo Local Cível do Porto, Juiz 2. A ação segue a forma de processo comum e tem como réu o clube azul e branco.

De recordar que em Assembleia Geral, realizada a 22 de novembro de 2025, após os sócios terem chumbado o recurso apresentado por Sandra Madureira, ratificaram a pena proposta pelo Conselho Fiscal e Disciplinar do clube de a expulsar de sócia do FC Porto. A votação terminou com 908 votos a favor da manutenção da pena, 710 contra, 60 abstenções e três votos nulos ou brancos. Na altura, Sandra Madureira admitiu seguir a via judicial para reverter a decisão.

A ação surge num contexto particularmente sensível na relação entre o FC Porto e antigas figuras ligadas aos Super Dragões, após os desenvolvimentos judiciais da Operação Pretoriano, processo no qual Fernando Madureira foi condenado.

O antigo líder dos Super Dragões foi inicialmente condenado a três anos e nove meses de prisão efetiva, pena que viria a ser reduzida pelo Tribunal da Relação do Porto para três anos e quatro meses. Na sequência dessa decisão, e por ter sido ultrapassado o prazo máximo de prisão preventiva aplicável ao caso, Fernando Madureira acabou por ser libertado.

A saída em liberdade, contudo, não significou o fim da condenação. A decisão ainda não tinha transitado em julgado e, caso venha a tornar-se definitiva, Madureira poderá ter de regressar à prisão para cumprir o remanescente da pena, descontado o período em que já esteve privado da liberdade.

(Notícia atualizada às 17h12 com o fundamento da ação colocada por Sandra Madureira)

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