Rui Pinto absolvido de 241 crimes no caso ‘Football Leaks’
Rui Pinto foi absolvido, esta quarta-feira, no segundo processo do caso Football Leaks, que envolvia o acesso ilegítimo a e-mails do Benfica e de outras entidades. A decisão foi proferida pelo Tribunal Criminal de Lisboa, que considerou a acusação do Ministério Público «inválida» e, consequentemente, «improcedente».
O coletivo de juízes fundamentou a decisão apontando que o arguido foi tratado «por três diferentes formas» ao longo do processo, não tendo sido respeitada a sua «dignidade enquanto pessoa humana».
No segundo julgamento relacionado com o processo Football Leaks, que começou em 13 de janeiro de 2025, Rui Pinto foi julgado por um total de 241 crimes (201 de acesso ilegítimo qualificado, 22 de violação de correspondência agravados e 18 de dano informático), relacionados com o acesso a e-mails do Benfica e de outras entidades, com a Liga de clubes, sociedades de advogados, juízes, procuradores, Autoridade Tributária e Rede Nacional de Segurança Interna.
O criador do Football Leaks foi pronunciado para julgamento em março de 2024, com o Tribunal Central de Instrução Criminal a amnistiá-lo de 134 crimes de violação de correspondência, com base na lei da amnistia aprovada em 2023, durante as Jornadas Mundiais da Juventude, uma vez que os crimes que lhe foram imputados terão sido alegadamente praticados antes de ter completado 30 anos.
Rui Pinto foi condenado no primeiro caso Football Leaks, em setembro de 2023, a quatro anos de pena suspensa, por extorsão na forma tentada, violação de correspondência agravada e acesso ilegítimo. Em novembro de 2023, foi também condenado a seis meses de prisão em França, igualmente com pena suspensa, por aceder ilegalmente a e-mails do PSG.