Roger Federer vai entrar para o Hall of Fame do ténis, mas antes voltou a jogar em Flushing Meadows     Fotografia Imago
Roger Federer vai entrar para o Hall of Fame do ténis, mas antes voltou a jogar em Flushing Meadows Fotografia Imago

Roger Federer revela qual a derrota mais dolorosa da carreira e que pensa volta a jogar no US Open

Em Nova Iorque para assistir ao torneio que venceu por cinco ocasiões seguidas e para marcar presença na cerimónia de entrada no Tennis Hall of Fame, suíço surpreendeu que pensava que a sua derrota mais dolorosa havia acontecido contra Novak Djokovic

Provavelmente não há ninguém que não pensasse que a derrota mais dolorosa de Roger Federer em finais de Grand Slam foi aquela contra Novak Djokovic em Wimbledon 2019.

Naquele inesquecível duelo disputada no Court Central do All England Club, Federer não só teve dois match points, como também jogou melhor, mas isso de nada lhe valeu quando Novak foi superior nos pontos mais importantes, mostrando ao mundo o que é a resiliência.

Na conferência de imprensa em Nova Iorque, antes do arranque do US Open e do suíço entrar para o Hall of Fame, ao falar sobre as suas derrotas mais difíceis na carreira, Federer contou o que poucos esperariam. «Sei que todos pensam que foi a minha derrota contra o Novak na final de Wimbledon em 2019. Joguei muito bem na meia-final, mas também na final. Por isso, essa derrota não me causou problemas, embora saiba que para muitos outros não seria assim.»

E depois revelou qual a derrota que mais o marcou. «A derrota para Juan Martín del Potro na final do US Open de 2009. Tive demasiadas oportunidades perdidas», recordou o suíço, que até então tinha cinco troféus consecutivos em Flushing Meadows, e depois desse jogo, nenhum.

Como o segundo desaire mais doloroso em finais de Grand Slam, escolheu a contra Rafael Nadal, também no Grand Slam de Londres, mas em 2008. Naquela ocasião, Federer salvou dois match points, esteve perto de uma reviravolta após perder os dois primeiros sets, mas Rafa conquistou o seu primeiro troféu de Wimbledon, quebrando a série de cinco títulos de Roger.

Pelo meio, Roger Federer deixou ainda no ar a possibilidade deste seu emotivo regresso ao Arthur Ashe Stadium não ser o último, manifestando a esperança de voltar a jogar no US Open perante os fãs. Isto porque o vencedor de 20 Grand Slams, que se retirou em 2022, foi ovacionado por uma multidão em Nova Iorque ao participar num jogo de exibição de Lendas na passada terça-feira.

No evento, defrontou o seu antigo rival Andy Roddick num set de singulares, antes de fazer equipa com John McEnroe para um encontro de pares contra Andre Agassi e o mesmo Roddick.

Após o jogo, o suíço abriu a porta a um futuro regresso ao famoso court. «Espero que esta não seja a minha última vez em court. O John McEnroe ainda anda por aí a fazer o que adora, e isso inspira-me a acreditar que talvez um dia tenha outra oportunidade de regressar a este court e jogar em frente a todos os meus fãs», afirmou.

O tenista expressou ainda a sua gratidão pelo apoio recebido. «Foi uma honra, foi especial, foi incrível. Um grande obrigado a todos no estádio e a todos os fãs que me apoiaram ao longo dos anos. Tem sido incrível e desfrutei de cada momento», acrescentou aquele que teve a última participação oficial em Flushing Meadows remonta a 2019.

Durante o evento, o suíço recordou a sua primeira experiência no court central do Arthur Ashe Stadium, em 2001, quando foi derrotado por Andre Agassi. «Acho que a minha primeira vez no court central foi contra o Andre (Agassi). Ele esmagou-me por 6-1, 6-2, 6-4. Não tive qualquer hipótese. Pensei: 'Ok, não é assim tão fácil, não tão depressa, Roger'», contou, entre risos.

Federer destacou também a importância da semana, que culminará com a sua entrada no International Tennis Hall of Fame no próximo sábado. «É uma semana muito importante para mim, pessoalmente, com a entrada no International Tennis Hall of Fame no sábado. E depois voltarei aqui na segunda-feira. Espero que ainda não se tenham cansado de mim e, na segunda-feira, quando tivermos novamente uma cerimónia no court central, vemo-nos lá», concluiu.

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