A bola está do lado de Suárez
Apré-temporada entusiasmante e um mercado tratado de forma célere e em antecipação às vendas que mais tarde aconteceriam pareciam ser ingredientes suficientes para que, com um calendário simpático até ao arranque da Liga dos Campeões, o Sporting conseguisse um arranque de época convincente e que afastasse as nuvens do desastroso final de 2025/26, mas o barco de Rui Borges navega, nesta altura, em águas pouco calmas. E numa altura em que o leão se tem mostrado inconstante e a alternar entre o futebol avassalador e a tremideira lá atrás, o campeão FC Porto está como o aço.
mporada inteira de Netflix que foi a saída de Viktor Gyokeres para o Arsenal, há um ano, este defeso em Alvalade volta a ficar marcado por uma birra do goleador de serviço. Não se percebe ao certo a que se deve a birra de Luis Suárez, até porque o Sporting em vez alguma passou cá para fora a ideia de que o colombiano entraria na enorme sangria que o plantel de Rui Borges sofreu. Por isso, o único dado palpável e do conhecimento público nunca foi mais do que uma pretensa proposta de um candidato à presidência do Fenerbahçe, em inícios de junho.
Disse recentemente Frederico Varandas que Hakan Safi garantiu a Suárez o contrato de uma vida, de 10 milhões de euros por ano. Problema? Primeiro, tinha de ganhar as eleições no clube turco, o que nem sequer aconteceu; segundo, nada garante ao avançado que as negociações com o Sporting, que pelo passado do presidente dos leões se adivinhariam duras e demoradas, seriam bem sucedidas
ciantes para um jogador que em dezembro fará 29 anos e tenham mexido com o espírito de Suárez, mas já quase três meses se passaram e ontem era tarde para se colocar uma pedra no assunto, até porque parece pouco crível que alguém se chegue à frente com todos os milhões necessários para convencer Varandas. Nos últimos anos, amuos de jogadores e jogos de empresários não têm servido para acelerar nada em Alvalade, bem pelo contrário, como bem souberam Gyokeres, Hjulmand ou Diomande. Se foram bem vendidos e pelos preços certos é outra discussão, mas em todos eles os compradores tiveram de chegar às exigências dos leões.
O fecho do mercado poderá sossegar a cabeça de Suárez, mas há atitudes que ficam e virar costas aos adeptos no festejo de um golo, como aconteceu contra o Alverca, não vão ajudar a que os assobios voltem a ser palmas.