«Recentemente tive mais contacto com o Gattuso do que com a minha mãe»
Riccardo Calafiori abordou, em conferência de imprensa, o decisivo jogo de Itália contra a Irlanda do Norte, referente à meia-final do play-off de apuramento para o Mundial 2026, sendo que, em caso de vitória, defrontará o País de Gales ou a Bósnia e Herzegovina por um lugar na fase final.
Para Calafiori, este percurso de obstáculos pode ser encarado como um estímulo. «Sabemos a importância de nos qualificarmos para este Mundial e estou quase feliz por jogar este jogo. Vamos tentar vivê-lo ao máximo, porque pode ser uma semana muito feliz, na qual iríamos para os Estados Unidos», afirmou o defesa.
O jogador do Arsenal encara a pressão que existe em Itália, que já não vai a um Campeonato do Mundo desde 2014, como uma motivação. «Quando vestes esta camisola, há milhões de pessoas a apoiar-te. Vejo isto como uma oportunidade para ir ao Mundial, algo com que sonhamos desde pequenos. Tenho muita vontade de jogar», acrescentou.
O segredo do antigo jogador do Bolonha para enfrentar um jogo tão decisivo é simples: «A chave é viver o presente, não pensar demasiado e desfrutar do momento, trabalhando em equipa e encarando as coisas dia a dia. Espero um jogo em que dominemos e tenhamos as melhores oportunidades.»
A união e a mentalidade foram intensamente trabalhados pelo selecionador Rino Gattuso nos últimos meses. O técnico visitou frequentemente os jogadores nos seus clubes, chegando a partilhar jantares com eles, uma proximidade que Calafiori elogiou.
«Apreciei muito a forma como o selecionador lidou connosco e comigo. Nos últimos meses, estive mais em contacto com o Gattuso do que com a minha mãe. Sou tímido e ele esteve lá para mim num momento em que me fez muito bem, porque tenho jogado menos. Foi agradável estar ali a jantar e a conversar. Não tivemos muito tempo para treinar nos últimos meses, mas o importante é estarmos juntos», contou.
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