Recado a Amorim sobre Bruno Fernandes: «Não é coincidência...»
Nicky Butt, antiga glória do Manchester United, instou o clube a fazer tudo o que for necessário para garantir a permanência de Bruno Fernandes em Old Trafford, especialmente perante o interesse da Arábia Saudita no jogador.
O apelo de Butt surge após mais uma exibição de destaque do capitão português, que realizou duas assistências na vitória por 3-1 sobre o Aston Villa, reforçando a sua importância para a equipa.
«O Man United não o pode deixar sair, independentemente do custo», afirmou Butt. «Não podem deixar o Bruno Fernandes sair. Terão de lhe dar tudo o que ele quiser para o manter, porque se o deixarem ir, os adeptos vão ficar completamente loucos.»
O antigo médio destacou a recente forma do internacional português, sublinhando que a sua posição atual em campo é a mais correta. «Não é coincidência que ele esteja agora a jogar onde deveria ter jogado nos últimos dois anos e esteja a jogar incrivelmente bem e a criar oportunidades. O passe dele para o segundo golo [contra o Villa] é inacreditável», analisou.
De lembrar que, com Ruben Amorim, o internacional português jogava mais recuado no terreno, ao lado do médio-defensivo, habitualmente Casemiro, na linha de quatro a meio-campo. Agora, com Michael Carrick, voltou a adiantar-se no terreno e joga nas costas do ponta de lança, como número 10, com Mainoo e Casemiro atrás.
Butt admitiu ainda ter sido uma das vozes críticas no passado, mas esclareceu que as suas reservas não se prendiam com o rendimento do jogador, mas sim com o seu papel de capitão, comparando-o com líderes da sua geração.
«Acho que fiz parte de um grupo de pessoas que o criticou um pouco, não pelas suas exibições e pelo seu jogo, mas como capitão, como líder, porque sou da velha guarda e olho para capitães como Tony Adams, Brian Robson, Roy Keane», confessou.
No entanto, o ex-jogador não poupou elogios à consistência de Bruno Fernandes, reconhecendo o seu papel fundamental na equipa ao longo das últimas épocas. «O que ele sempre fez foi criar e marcar golos, e carregou aquela equipa praticamente sozinho durante, diria eu, uns bons dois anos, duas épocas», concluiu.