Lindsey Vonn, esquiadora olímpica norte-americana, a rainha da neve aos 41 anos - Foto: IMAGO
Lindsey Vonn, esquiadora olímpica norte-americana, a rainha da neve aos 41 anos - Foto: IMAGO

Rainha da Neve planeia grande passo na recuperação na Met Gala

Lindsey Vonn vai tentar subir a grande escadaria sem muletas

Lindsey Vonn estabeleceu a Met Gala da próxima segunda-feira como o palco para um marco importante na sua recuperação, revelando que planeia dar os seus primeiros passos sem o auxílio de muletas durante o evento. A esquiadora alpina, de 41 anos, tem estado a recuperar de uma grave lesão na perna sofrida num acidente nos Jogos Olímpicos de Inverno deste ano.

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A campeã olímpica de downhill em 2010, que já foi submetida a múltiplas cirurgias, tem sido vista em público a usar muletas, mas o seu objetivo é caminhar pequenas distâncias sem assistência na Met Gala, que se realiza em Nova Iorque.

Numa entrevista à CNN, Vonn falou sobre os seus planos. «Há algumas escadas. Sim, vai ser intenso», reconheceu. «Eu pensei: 'Será que consigo? Será que consigo?' O Thom Browne convidou-me há muito tempo. E eu adoro o Thom. Fizemos uma campanha juntos durante a Covid. E tem sido aquela coisa que me faz pensar: 'Será que consigo chegar lá?' Tem sido a luz ao fundo do túnel. E vou tentar andar», revelou.

A esquiadora acrescentou que este seria um momento simbólico na sua recuperação. «Tecnicamente, é suposto ser o meu primeiro dia a andar um pouco sem muletas. Por isso, do início até ao topo das escadas, se conseguir fazê-lo sem muletas, será uma grande vitória», afirmou.

Este progresso surge menos de três meses após o aparatoso acidente nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Itália, que pôs fim à sua participação. Durante a prova de downhill feminino, Vonn perdeu o controlo poucos segundos após o início da sua descida, resultando numa fratura complexa na perna esquerda.

A lesão foi de tal gravidade que provocou múltiplas fraturas, incluindo danos na tíbia e nas estruturas adjacentes. A atleta sofreu ainda de síndrome compartimental, uma condição perigosa que envolve um aumento de pressão nos músculos que pode restringir o fluxo sanguíneo. Houve um momento em que os médicos temeram que pudesse perder a perna, antes de procedimentos de emergência terem estabilizado a lesão. Desde então, Vonn já passou por oito cirurgias como parte do seu longo processo de recuperação.

Por agora, a atleta admite que ainda está em «modo de sobrevivência» e não se sente preparada para refletir sobre o acidente. «Acho que é preciso ser reflexivo. E eu ainda não consegui sê-lo, porque ainda estou em modo de sobrevivência», disse à CNN. «Ainda estou a lutar para ultrapassar isto. Tentei começar a minha terapia com o meu terapeuta, mas ainda não consigo chegar a esse ponto.»

Vonn mantém uma perspetiva otimista sobre o futuro: «Talvez isto venha a ser a melhor coisa que já me aconteceu na vida. Talvez se abra uma porta que de outra forma nunca se abriria para mim. Por isso, por mais horrível e difícil que isto seja, quem sabe para onde o futuro me levará? Estou apenas a deixar-me levar.»

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