Queiroz apresentado no Gana: «É o maior desafio da minha vida»
Dez dias depois de ter sido oficializado como o novo selecionador do Gana, Carlos Queiroz foi apresentado esta quinta-feira, a menos de dois meses para o início do Mundial 2026, o quinto da sua carreira de treinador.
O português começou por agradecer a todas as pessoas envolvidas e afirmou que «este é o maior desafio da carreira». «Por várias razões. Jogar pelo Gana será uma honra e a responsabilidade é enorme, por toda a paixão que aqui vemos. E é o maior desafio porque é próximo. O que passou, passou. O que vem é ganhar o próximo jogo, e o próximo, e o próximo. Sei que no Gana não se espera outra coisa que não ganhar. Por isso, este é o maior desafio», atirou.
«Estou preparado para isso. Trago 40 anos de experiência para cada decisão que vai ser tomada. Acredito que com o apoio do meu staff, da federação, dos adeptos e do país, com coesão e ambição, podemos trazer sucesso», disse, em conferência de imprensa, admitindo que o pouco tempo de trabalho não é ideal.
«Estamos a correr contra o tempo, mas com a experiência do staff, e especialmente com os nossos jogadores, estou muito confiante que vamos conseguir. Com muito trabalho será possível alcançar o que queremos. Olhando o talento, estou confiante e acredito que teremos uma grande equipa para subir no relvado. O meu objetivo é fazer uma equipa. Se jogarmos como equipa, podemos bater qualquer adversário», garantiu, sendo que na fase de grupos tem pela frente o Panamá, a Inglaterra e a Croácia. Antes, têm particulares com o México e País de Gales.
Carlos Queiroz também referiu que o «desejo» é continuar na seleção ganesa a longo prazo. «Não me importo de ficar no Gana o resto da minha vida», disse, sabendo que isso estará dependente dos resultados e das exibições da equipa no Campeonato do Mundo.
Confrontado com o recente desempenho da seleção, Queiroz desvalorizou o passado e mostrou-se focado no presente e no futuro. O Gana vem de quatro derrotas seguidas em particulares, com Japão (0-2), Coreia do Sul (0-1), Áustria (1-5) e Alemanha (1-2), apesar da boa fase de qualificação para o Campeonato do Mundo, em que ficou à frente da Nigéria. Porém, não se apurou para a CAN.
Por fim, foi desafiado a atingir a melhor performance do Gana num Mundial, que aconteceu no de 2014, ano em que a equipa africana chegou aos quartos de final e foi eliminada pelo Uruguai nos penáltis «Um grande senhor ensinou-me muitas coisas, muitas delas para a vida, e uma delas tenho sempre presente no futebol: não existe falhanço. O que existe é oportunidade para ser melhor. Mandela disse-me um dia: Carlos, nunca perdemos; ou ganhamos ou aprendemos. Por isso, não tenho medo de nada. Se trabalharmos e acreditarmos, vamos estar preparados», completou.