Peixoto quer casa cheia e «fortaleza» em Barcelos no adeus caseiro frente ao Arouca
César Peixoto quer que a equipa mostre «consistência» no duelo de segunda-feira frente ao Arouca, da 33.ª jornada da Liga, no último jogo dos «galos» esta época em casa.
«Foi uma premissa que tivemos desde o início. Sabíamos que, para fazermos um bom campeonato, era importante sermos consistentes e tornarmos a nossa casa numa fortaleza, e foi isso que aconteceu. Conseguimos que viessem cada vez mais adeptos e queremos que venham outra vez, apesar de ser uma segunda-feira à noite», referiu o treinador do Gil Vicente.
No sexto lugar, a dois pontos do Famalicão, 5.º classificado e em posição que pode valer acesso às competições europeias, o Gil Vicente chega a esta ronda ainda com ambição em alta. Peixoto admitiu, contudo, que preferia disputar o encontro ao domingo e voltou a lamentar o elevado número de partidas agendadas à segunda-feira ao longo da época.
«Um domingo à tarde seria melhor para os adeptos, claro. Vamos para o oitavo jogo a uma segunda-feira, que é demais. Embora desta vez seja igual para todas as equipas, nas outras jornadas isso não aconteceu», apontou.
Sobre o adversário, o técnico destacou a qualidade do Arouca e a reação na segunda volta. «Vamos ter pela frente uma excelente equipa, com bons jogadores, que está muito melhor na segunda volta do que na primeira e que nos vai complicar muito a vida, de certeza. São duas equipas que gostam de jogar e acredito que vai ser um bom jogo de futebol», disse.
Ainda assim, garantiu que o foco gilista está apenas nos três pontos e em fechar a temporada caseira em alta. «Olhámos só para o jogo, para o Arouca e para os três pontos. Queremos terminar a época em casa com uma vitória, porque os adeptos merecem e esta equipa também merece», frisou.
Questionado sobre uma eventual quebra exibicional na segunda volta, César Peixoto rejeitou essa leitura e sublinhou a regularidade competitiva da equipa. «Se ganharmos ao Arouca, ficamos apenas a três pontos da primeira volta. Ou seja, acaba por ser uma segunda volta muito consistente. A equipa foi-se reinventando em função das características dos jogadores e manteve sempre uma identidade muito forte», sustentou.
O treinador abordou ainda as dificuldades após o mercado de janeiro, com as adaptações de Lucão, Héctor Hernández e Weverson, além das lesões. «O Héctor lesionou-se numa fase em que estava a crescer muito e o Lucão precisou de mais tempo de adaptação. Mas mesmo assim a equipa foi consistente», afirmou.
César Peixoto fez também um balanço global muito positivo da temporada, considerando que o Gil Vicente realizou «uma época fantástica». «O Gil Vicente do ano passado garantiu a manutenção nas últimas jornadas e este ano andou praticamente sempre do sexto lugar para cima. Batemos recordes de vitórias, de pontos, de assistências e fizemos a maior transferência da história do clube. Acho que foi um trabalho fantástico de toda a gente», salientou.
Por fim, defendeu que o trajeto da equipa deveria ser mais valorizado. «Quem olhar com olhos de ver percebe que o que foi feito aqui esta época foi fantástico. Esta equipa teve sempre a obrigação interna de querer ganhar todos os jogos e isso viu-se durante toda a época», concluiu.