Para o uruguaio do SC Braga nunca há (Zal)azar: é sempre a abrir
Para Rodrigo nunca há... (Zal)azar. O internacional uruguaio tem sempre solução para resolver uma jogada individual e/ou um jogo, pelo que feliz é o clube que conta nas suas fileiras com um jogador deste gabarito.
O camisola 10 do SC Braga está a realizar (mais) uma época de grande nível e os números dão conta disso mesmo: 28 jogos, 13 golos e três assistências. E a temporada ainda só vai a meio!
Oficializado como reforço do SC Braga a 14 de julho de 2023, Rodrigo Zalazar depressa começou a deixar a sua marca na Pedreira. Depois das 49 partidas (oito tentos e 10 passes de morte) na época 2023/2024, o sul-americano manteve a bitola bastante elevada na campanha seguinte, contabilizando 30 encontros, oito golos e outras tantas assistências. Além da regularidade nestes dados estatísticos, Zalazar foi sendo também sempre muito importante nas dinâmicas do coletivo, com exibições de elevado quilate e que transportam o jogo ofensivo dos guerreiros do Minho para outra dimensão.
E o início do novo ano civil parece estar a reacender a chama do internacional uruguaio (sete jogos e dois golos pela principal seleção do seu país). Tudo porque, nos últimos três jogos, Rodrigo Zalazar marcou outros tantos golos e ainda contabilizou mais uma assistência em bandeja de ouro.
Depois de cinco embates consecutivos sem participação direta em lances de finalização — Rangers (1-1), para a UEFA Europa League, partida em que até foi expulso, Famalicão (2-1), Santa Clara (1-0), Estoril (1-0), todos para a Liga, e Caldas (3-0), para a Taça de Portugal, o criativo regressou em força no último duelo de 2025 e faturou no empate (2-2) com o Benfica, para 16.ª jornada do campeonato, no passado dia 28, na Pedreira.
O pé quente manteve-se, de resto, no desafio seguinte, diante do Estrela da Amadora (3-3), na 17.ª e última ronda da primeira volta da Liga.
A chama de Zalazar voltou a estar bem acesa em Leiria, anteontem, com o número 10 a ser absolutamente decisivo para o triunfo (3-1) do SC Braga sobre o Benfica, nas meias-finais da Allianz Cup. O uruguaio fez mais uma exibição de qualidade suprema — assistiu Pau Victor para o primeiro golo dos arsenalistas e apontou ele mesmo o segundo (um golaço) —, tendo sido eleito o melhor em campo para A BOLA, merecendo nota 8.
Trunfo para o grande dérbi do Minho que vale... um título
Está quase tudo a postos para um grande dérbi do Minho... em Leiria: este sábado (20 horas), o Estádio Dr. Magalhães Pessoa, na cidade do Lis, será palco da final da Allianz, com o SC Braga a medir forças com o eterno rival, Vitória de Guimarães, num duelo que, decidindo um troféu, é absolutamente inédito: nunca os dois emblemas minhotos estiveram frente a frente numa decisão.
E se os adeptos dos guerreiros depositam toda a crença na sua equipa, devem ter em Rodrigo Zalazar um dos depósitos de maior fé. Porque o médio-ofensivo é daqueles que a qualquer momento pode decidir um jogo. E um título.
Namoro dos tempos da Polónia
Rodrigo Zalazar foi contratado pelo SC Braga quando alinhava no Schalke (Alemanha), na época 2023/2024, mas o namoro dos arsenalistas no sul-americano já durava há vários anos.
Sabe A BOLA que as observações ao jogador começaram em 2019, quando o internacional uruguaio representava o Korona Kielce, da Polónia, na altura por empréstimo do Eintracht Frankfurt. Depois da plataforma de análise, seguiu-se (e intensificou-se) o acompanhamento a Zalazar, cujas exibições nunca mais deixaram de ser devidamente registadas nos relatórios elaborados pelos bracarenses.
Depois dessa experiência em solo polaco, Rodrigo Zalazar seguiu para a Alemanha — antes havia estado em Espanha, ao serviço de Málaga, San Félix e Albacete —, explodindo no St. Pauli (35 jogos, seis golos e cinco assistências) e confirmando todos os seus predicados no Schalke, onde, em duas temporadas, somou 55 partidas, apontou nove tentos e acumulou 11 passes mortíferos.
Estava, então, na hora de o SC Braga avançar em força para a sua contratação e a SAD liderada por António Salvador conseguiu fechar o processo em julho de 2023. Zalazar custou €5 M aos guerreiros do Minho e assinou até 2028, tendo ficado com uma cláusula de rescisão imponente: 50 milhões de euros.
Resultado deste investimento? O retorno desportivo que está à vista e os milhões que ainda pode gerar ao emblema minhoto...