Abel Ferreira, treinador do Palmeiras
Abel Ferreira, treinador do Palmeiras

«Tivemos sorte»: Abel Ferreira atira-se ao árbitro e à CBF

Treinador defendeu que a partida «não deveria ter existido»

O Palmeiras venceu a Chapecoense por 1-0 este domingo, em jogo da 18.ª jornada do Brasileirão, e consolidou a liderança do campeonato, mas no final Abel Ferreira não era um treinador completamente feliz. O português criticou algumas decisões do árbitro e arrasou duramente o calendário.

«Em condições normais, este jogo não deveria ter existido. Tenho a certeza de que a CBF [Confederação Brasileira de Futebol] e os clubes querem fazer o melhor pelo futebol brasileiro. CBF, Fluminense e Flamengo adiaram um jogo de um dia para o outro. Porque não adiaram esta jornada?», questionou o técnico, após estar privado de vários jogadores devido às convocatórias para as seleções que se preparam para o Mundial.

«Foram 11 desfalques e uma equipa que entrou na fogueira e deu a resposta, com um jogador a menos. Tivemos sorte no fim, com um árbitro corajoso a dar um penálti depois da hora», acrescentou, referindo-se ao penálti desperdiçado pela Chapecoense — através do ex-Sporting Bolasie — já na compensação.

O treinador português aproveitou também para pedir calma perante as críticas dirigidas aos jogadores mais jovens, como Luighi e Khellven. Luighi foi titular, mas substituído por Paulinho, que viria a marcar o único golo do encontro, enquanto Khellven cometeu a grande penalidade no último lance.

«O que fazem com o Luighi e o Khellven, fazem onde? Na internet. Digo para não lerem. Estão de férias, façam o que não os deixo fazer durante o ano, que temos renúncias», defendeu Abel, sublinhando a necessidade de os atletas saberem lidar com a pressão: «Têm de aguentar as críticas, as exigências, outros sofreram e deram a volta por cima.»

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