Oficial: Jorge Jesus deixa o Al Nassr
Não é surpresa nenhuma — até porque o próprio confirmou-o após a conquista do campeonato saudita —, mas agora é oficial: Jorge Jesus deixa o Al Nassr.
Através das redes sociais, o emblema de Riade oficializou a saída do técnico português e deixou uma mensagem de agradecimento: «Que viagem. Que capítulo. Obrigado, mister.»
What a journey. What a chapter. 🏆💛
— AlNassr FC (@AlNassrFC_EN) May 28, 2026
Obrigado, Mister 🙏🏼#ChampionStateOfMind pic.twitter.com/kVKSnRXkRX
Durou apenas uma temporada a passagem de Jorge Jesus pelo Al Nassr, mas nem por isso deixou de ser marcante. O treinador luso guiou o conjunto amarelo e azul da capital da Arábia Saudita em 49 jogos, com um registo impressionante de 40 triunfos. Com JJ ao leme, o Al Nassr voltou a conquistar o campeonato saudita, sete anos depois, e chegou à final da Supertaça — perdida para o Al Ahli — e da AFC Champions League 2 — que terminou com vitória dos japoneses do Gamba Osaka.
Após o triunfo na última jornada da liga, Jorge Jesus confirmou logo a saída: «Quando aceitei este desafio, quando o Cristiano Ronaldo e o Semedo me convidaram, sabia que seria o desafio mais difícil da minha carreira de treinador. Para vencermos este campeonato, tínhamos de ser muito melhores que os nossos adversários. Como disse ao Cris, 'vou-te ajudar a ser campeão e depois vou à minha vida.»
«Quando falei com o Cristiano Ronaldo, no princípio convidaram-me a fazer um contrato de dois anos, mas eu só queria fazer um ano. É o que faço sempre nos clubes onde estou. Foi um campeonato muito duro, é preciso tomar decisões, muitas das vezes dando o corpo às balas e é um desgaste muito grande. Foi um ano maravilhoso, tenho de desfrutar noutro lado», referiu, na altura, em declarações à Sport TV.
Esta foi a segunda experiência do técnico na Arábia Saudita, depois de uma dupla passagem pelo rival do Al Nassr, o Al Hilal, em 2018/19 e entre 2023 e 2025. Questionado sobre o futuro, o treinador afastou a hipótese de voltar a treinar no Brasil... e o Benfica: «No Brasil só posso treinar Flamengo ou seleção. Não quis ser treinador do Brasil em janeiro do ano passado. Foi uma decisão que - não digo que me arrependo -, mas estava muito fiel ao Al Hilal, porque queria ir ao Campeonato do Mundo de Clubes e ganhar a Liga dos Campeões Asiática.»
«Regresso ao Benfica? Está fora de questão. O Benfica é um grande clube, tenho um grande orgulho por ter treinado o Benfica, sou o treinador com mais títulos no clube, mas neste momento está fora de questão.»
Deixou, no entanto, no ar a possibilidade de voltar ao Fenerbahçe: «O único país onde não fui campeão foi no Fenerbahçe... Se calhar tenho uma história para acabar no Fenerbahçe. É uma das possibilidades. Vou pensar.»
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