Rui Borges no Sporting-V.Guimarães. Foto: Miguel Nunes
Rui Borges no Sporting-V.Guimarães. Foto: Miguel Nunes

O regresso ao «normal», a confiança e... moda: tudo o que disse Rui Borges

Treinador admitiu um nervosismo inicial, mas sublinhou que a vitória sobre o V. Guimarães foi justa. Salientou a confiança da equipa com o passar dos minutos e abordou... o visual

- Análise à partida e comentário aos 100 jogos do Eduardo Quaresma.

Em relação ao Eduardo, significa crescimento. Esta época tem feito bastante jogos, tem feito com regularidade e qualidade. Feliz por o ver atingir essa marca, que atinja muitas mais porque merece pela qualidade que tem e porque vai ajudar muito o clube no futuro.

Sobre o jogo, entrámos um bocadinho nervosos. Depois, nas primeiras duas situações que temos, fazemos dois golos. A partir desse momento fomos melhorando, ganhando confiança e criando várias oportunidades claras. Acaba por ser um resultado justo pelas oportunidades que tivemos. A equipa foi demonstrando a sua qualidade, voltou ao normal e fez um grande jogo.

- A camisola que vestiu tem escrita 'devoção'. É alguma mensagem para alguém?

Isto está mais a minha praia. Só isso, nada de extraordinário, nada de mais. Gostei da sweatshirt porque tem o lema do Sporting.

- O Daniel Bragança termina o contrato em 2027 e tem sido peça fundamental desde que regressou. Era essencial que ele renovasse?

Tem contrato e está feliz no Sporting. O futuro dele tem a ver com ele e com a direção. Ele sabe muito bem qual a confiança que tem do treinador, que é total, e da estrutura também.

- Seja quem for que fique em segundo, será por mérito ou por erros de arbitragem? Zalazar é um jogador que lhe agrada?

Há muitos jogadores com qualidade no nosso campeonato. Íamos estar aqui a noite toda a falar de imensos jogadores com qualidade. Estou preocupado em ganhar os meus jogos, isso é que me importa. Tenho mais dois jogos para o campeonato, é fazer a nossa parte, que é ganhá-los, para tentarmos ficar no segundo lugar. Depois temos a final da Taça e queremos muito ganhar esse troféu. Esse é o meu foco, mais do que em jogadores que possam interessar ou não. Em relação àquilo que é segundo ou terceiro ou primeiro lugar, os lugares são ganhos por mérito sempre.

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- Este resultado traz de volta a confiança aos jogadores?

Sim, é natural. Nos primeiros 10 minutos notou-se que a equipa estava um bocadinho tensa para perceber o que o jogo ia dar. Depois fomos ganhando confiança, foi importante fazer o golo na bola parada, logo a seguir fizemos o 2-0 numa belíssima jogada e a partir daí fomos crescendo. Notou-se claramente que a equipa estava mais confortável.

Criámos várias oportunidades depois do 2-0 por mérito, por qualidade, por essa confiança que fomos ganhando. É natural que isso aconteça. Vínhamos de uma fase aqui de dois jogos principalmente que não foram bem conseguidos da nossa parte e que acaba por mexer, por mais que eu queira dizer o contrário. É natural que mexa com o pensamento e com a cabeça de todos nós. É natural que às vezes se crie essa tensão, que aconteceu nos primeiros 10-15 minutos, mas depois fomos melhorando e fizemos um bom jogo.

- A substituição do Morita ao intervalo foi por opção ou teve a ver com alguma questão física e também o que é que se passou com o Geny Catamo?

Foram os dois a mesma coisa. Estavam ali um bocadinho desconfortáveis e por precaução tirámos tanto um ao intervalo como o outro depois no decorrer do jogo. Não se estavam a sentir confortáveis.

- Que impacto teve o regresso do Inácio? Podemos esperar também um regresso surpresa do Ioannidis?

O Ioannidis espero vê-lo até ao fim, faltam dois jogos. Acredito e espero mesmo que ele jogue, nem que seja na última jornada ou na Taça.

O Inácio quis estar com o grupo. Mordeu o dente, tem dores, não está a 100%, treinou ontem, sentiu-se confortável dentro do possível e queria estar com a equipa. Demonstra aquilo que ele é enquanto líder e enquanto capitão de equipa. Sabia que o momento não era o melhor da equipa e queria estar ali a dar a cara com o grupo. Fezz um grande jogo, acabámos por tirá-lo na parte final porque ele pediu para sair, porque já estava a começar a ficar desconfortável com algumas dores.

- A dupla Morita-Bragança é o meio-campo que lhe dá mais garantias?

São dois jogadores que nos dão muita qualidade com bola. Somos uma equipa claramente que gosta de ter bola, que gosta de ter qualidade no processo ofensivo e nesta fase são os que melhor fazem esse momento,. É importante a equipa ter jogadores como eles, que não fogem do jogo, não têm medo do jogo, não têm medo da bola mesmo sob pressão. São jogadores que têm uma relação muito boa com bola e passam essa confiança para o resto da equipa.

- O quão importante é terem esta semana limpa para trabalharem de uma forma diferente?

É muito importante. Espero que a equipa demonstre outra energia também, que nos identificou ao longo de quase toda a época e que nos foi faltando aqui neste último mês. É importante até mesmo mentalmente. É importante o tempo, o respirar, o estar com a família, o estar de folga, o não estar na academia a toda a hora. Ajuda muito, mais até do que a parte física, porque estamos num final de época, tudo desgasta. Eles já devem estar fartos de ouvir o treinador, porque é só palestras, palestras, palestras, palestras... Tudo ajuda a aliviar um bocadinho e as semanas normais ajudam muito.

- Que importância tiveram as palavras do Hjulmand? Vai usar o outfit também no Jamor e nos próximos jogos também?

Posso mudar no Jamor. Felizmente, a Scalpers deu-me mais uns outfits engraçados. O vídeo foi muito importante, muito mesmo. O nosso capitão não está com a equipa, sente també essa impossibilidade de estar com o grupo e foi a forma que ele achou que podia ajudar. Foram importantes as palavras dele não só para o grupo, mas também para os adeptos.

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