O que levou Rafa ao Benfica, como está a ser o regresso e como se prevê o futuro
Rafa deverá voltar à titularidade, segunda-feira, com o Casa Pia, em Rio Maior, no regresso do Benfica ao campeonato, depois de duas semanas nas quais teve a oportunidade de melhorar a condição física e integrar-se melhor nas ideias da equipa. O avançado de 32 anos sabe que ainda tem caminho a percorrer para criar o impacto mais positivo na equipa — várias circunstâncias contribuíram para que esteja a ser difícil, mas apenas aumentaram o desejo de triunfar em casa e com a família, como há muito considera o Benfica e os benfiquistas.
Rafa chegou a Lisboa a 21 de janeiro, depois de um processo de separação complicado, para assinar até 2028. Quatro dias depois, estava em campo. Foi aposta declarada de José Mourinho e, por isso, seguiu-se utilização intensiva, não obstante ter estado quase três meses sem jogar e, durante esse tempo, limitado fisicamente com dores nas costas.
Assim que agarrou a titularidade, fez oito jogos seguidos de início, série que acabou na última jornada com o V. Guimarães. Os momentos mais altos surgiram contra Aves SAD, no qual marcou um golo de letra, e Real Madrid, no Bernabéu, onde também marcou para, naquela altura, ainda alimentar a esperança do Benfica em qualificar-se para os oitavos de final da Champions.
José Mourinho sente que ainda não tirou de Rafa aquilo que ele pode dar. Também Rafa está consciente de que não atingiu o nível mais alto. O processo de enquadramento na equipa, nas dinâmicas e combinações com Pavlidis, Schjelderup, Prestianni ou Lukebakio prossegue, também dificultado pela falta de consistência exibicional da equipa, que tem oscilado boas exibições com outras cinzentas. Qualquer jogador, como se sabe, também está dependente do desempenho coletivo e beneficia de trabalhar com treinador e companheiros desde o início da época.
As contrariedades, porém, só reforçam em Rafa o desejo de triunfar no Benfica e a convicção de que há muito mais para dar. O avançado de 32 anos quis muito voltar ao Benfica, no qual recebe o mesmo do que quando deixou a equipa a custo zero no verão de 2024, ou seja, cerca de €2 milhões limpos.
O regresso tomou forma em janeiro, quando o Benfica começou as negociações com o Besiktas. E nada mais do que regressar a casa e à família — para lá da possibilidade de trabalhar com José Mourinho, que muito respeita, para lá da enorme consideração que tem por Rui Costa, que o defendeu publicamente das críticas pelo regresso depois da saída — interessou a Rafa. Da Arábia Saudita, por exemplo, surgiu a possibilidade de um contrato milionário, mas sem o conforto emocional que o Benfica lhe proporciona.
Também teve ofertas de Qatar e Estados Unidos. Na Luz, aliás, não chegará a ganhar o que tinha direito se continuasse em Istambul.