Revisão, motor e pneus? Arranca e não faças pó... (crónica)
Frio? Chuva? Peladas na relva devido à tarde/noite de Inverno puro e duro? O que é isso para a alma ribatejana? Que belo Alverca!
Os comandados de Custódio Castro tinham pneus adequados à pista, perceberam que correndo não iriam sofrer tanto com os (pouquíssimos) graus que estavam plasmados no termómetro, mas fizeram questão de a isso juntar uma dose (bastante) generosa de qualidade para que nenhuma curva do circuito pudesse ser um verdadeiro obstáculo à corrida.
Mas se os da casa demonstraram tudo isto, os de Moreira de Cónegos não ficaram atrás. Do Minho viajou uma equipa que, apesar de imensa juventude, apresenta um traço interessante de maturidade, pelo que a questão estratégica a cargo de Vasco Botelho da Costa tende a sobressair. Tal como, de resto, tem acontecido ao longo da (altamente meritória) campanha que os cónegos têm feito em 2025/2026.
Perguntará, então, o estimado leitor por que razão o nulo imperava no marcador em tempo de intervalo. Ora, com a legitimidade que lhe assiste, respondemos-lhe com um chavão do futebol: falta de pontaria na hora da finalização. E é importante ressalvar este facto porque ambas as equipas tiveram oportunidades de golo. Ou seja, os 45 minutos iniciais foram (mesmo) interessantes. Apenas faltou... a aderência. Entenda-se, a eficácia. Que teria de chegar. Era óbvio.
Se Diogo Travassos (12' e 31'), Lincoln (22'), Figueiredo (33') e Meupiyou (42') desperdiçaram, o mesmo não aconteceu com Nabili Touaizi (60') — não perdoou da marca dos 11 metros, após falta de Michel sobre Alex Amorim —, Rodrigo Alonso (62') — que aproveitou uma má abordagem de André Gomes — e Sandro Lima (69') — que agradeceu a gentileza do endiabrado Nabili Touaizi. Foram 10 minutos absolutamente frenéticos.
Os axadrezados de Moreira de Cónegos tentaram reagir novamente à desvantagem, mas Yan Maranhão viu André Gomes negar-lhe os intentos em dois momentos (72' e 82'), sendo que no segundo lance o jovem guarda-redes cedido pelo Benfica aos alverquenses ainda contou com a colaboração do poste esquerdo da sua baliza.
Custódio Castro continua a dar gás ao Alverca, que neste ano civil só sabe vencer — antes dos cónegos, também os minhotos do Famalicão tinham caído no Ribatejo. Com a revisão feita, o carro dos ribatejanos já arrancou. E não fez muito pó...
Custódio Castro (treinador do Alverca)
Foi uma boa exibição e acho que conseguimos uma vitória merecida. Fomos crescendo com o jogo, tivemos essa capacidade, e construímos mais ocasiões. É difícil jogar contra esta Moreirense do Vasco, mas fomos muito competentes.
Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense)
Foi um jogo um pouco mais aberto do que eu gostaria, mas foi equilibrado. O Alverca foi tendo ao longo do desafio mais capacidade para se aproximar da nossa área. Podia ter caído para qualquer um dos lados, acabou por cair para o Alverca.
As notas dos jogadores do Alverca:
André Gomes (5), Kaiky Naves (6), Sergi Gómez (6), Bastien Meupiyou (6), Nabili Touaizi (8), Alex Amorim (7), Sabit Abdulai (6), Francisco Chissumba (6), Lincoln (6), Sandro Lima (7), Figueiredo (6), Davy Gui (5), Marezi (5), Cedric Nuozzi (-), Kauan Gomes (-) e Vasco Moreira (-).
As notas dos jogadores do Moreirense:
André Ferreira (5), Dinis Pinto (6), Michel (4), Maracás (5), Álvaro Martínez (5), Alanzinho (7), Afonso Assis (5), Rodrigo Alonso (6), Diogo Travassos (6), Luís Semedo (5), Kiko Bondoso (5), Mateja Stjepanovic (5), Yan Maranhão (5) e Landerson (5).